O Conselho de Sentença da 2ª Vara do Tribunal do Júri de Manaus condenou, nesta terça-feira (24/02), Antônio Márcio Silva de Castro a 66 anos, 10 meses e 15 dias de prisão pelo assassinato da ex-companheira, Manuella Sabrina Barros Queiroz, e do então namorado dela, Victor Hugo de Oliveira Flores da Silva.
O crime ocorreu na manhã de 8 de junho de 2025, no bairro Novo Aleixo, zona Norte da capital. Segundo a denúncia, Antônio Márcio invadiu o prédio onde Manuella morava e atirou contra o casal.
Os jurados aceitaram a acusação de feminicídio no caso de Manuella, por se tratar de crime cometido no contexto de violência doméstica. A pena foi aumentada porque um filho da vítima estava no local no momento do crime. Por esse assassinato, ele foi condenado a 48 anos, 1 mês e 15 dias de prisão.
Pela morte de Victor Hugo, o réu recebeu pena de 18 anos e 9 meses por homicídio qualificado. As penas somadas chegam a mais de 66 anos de reclusão.
A defesa tentou desclassificar o crime contra Manuella para homicídio simples e alegou legítima defesa em relação a Victor Hugo, mas os argumentos foram rejeitados pelos jurados.
O juiz responsável pelo caso determinou o início imediato do cumprimento da pena em regime fechado e negou ao réu o direito de recorrer em liberdade.
O julgamento ocorreu no Fórum Ministro Henoch Reis. O Ministério Público atuou na acusação, e o réu foi representado por advogados de defesa.