O deputado estadual Adjuto Afonso (União Brasil) foi eleito, por maioria, presidente da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), na tarde desta quarta-feira (15/7). O parlamentar, que já ocupava interinamente o cargo desde abril, exercerá o mandato até o dia 31 de janeiro de 2027, fim da atual legislatura.
Ao ser eleito, Adjuto Afonso destacou que a Aleam terá a autonomia necessária para exercer seu trabalho. "Esta Casa não será um puxadinho do governo. Nós representamos parte da sociedade. Na volta dos trabalhos, vamos fazer reuniões e discutir as pautas que forem positivas para a população", afirmou.
Votos contrários
Adjuto foi eleito em votação nominal e aberta, durante sessão extraordinária realizada no Plenário Ruy Araújo. Foram registrados 19 votos favoráveis e cinco contrários. Votaram contra os deputados Alessandra Campelo (PSD), Mayra Dias (PSD), Rozenha (PSD), Wilker Barreto (PSD) e Thiago Abrahim (MDB).
Em nome da bancada do PSD, Alessandra Campelo afirmou que o voto contrário não foi direcionado ao deputado Adjuto Afonso, mas à forma como a sucessão da Presidência da Assembleia foi conduzida.
"Tomamos a decisão de votar contra pela independência do Poder. O PSD não concorda com a forma como foi feita a efetivação do cargo por meio de uma emenda 'jabuti', gerando um desgaste desnecessário para a Assembleia."
Eleição suplementar
A eleição suplementar ocorreu em cumprimento à decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), que suspendeu o dispositivo do Regimento Interno da Aleam que previa a posse automática do 1º vice-presidente em caso de vacância definitiva da Presidência. No entendimento do ministro, a escolha do sucessor deve ocorrer, obrigatoriamente, por votação em plenário.
A vacância do cargo de presidente ocorreu após Roberto Cidade assumir o Governo do Amazonas em razão das renúncias do governador Wilson Lima e do vice-governador Tadeu de Souza. Em 5 de maio, Cidade foi eleito governador-tampão.