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AM registra, em 2025, menor taxa anual de desemprego da série histórica

O estado encerrou o ano com percentual de 8,4% de desocupação, , a mais baixa desde 2012, porém mantém índice superior à média nacional e enfrenta renda abaixo do país.

O rendimento médio mensal do trabalhador no Amazonas também ficou abaixo da média do país - Foto: Divulgação

O Amazonas registrou em 2025 a menor taxa anual de desemprego de toda a série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), iniciada em 2012. O estado encerrou o ano com percentual de 8,4% de desocupação. Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A Pnad Contínua investiga o mercado de trabalho entre pessoas com 14 anos ou mais, considerando todas as formas de ocupação — com ou sem carteira assinada, temporários e trabalhadores por conta própria. Só é considerada desocupada a pessoa que procurou emprego nos 30 dias anteriores à pesquisa. Ao todo, são visitados 211 mil domicílios em todos os estados e no Distrito Federal.

Informalidade

Outro dado que chama atenção é o nível de informalidade. No Brasil, a taxa média foi de 38,1% em 2025. No Amazonas, o índice chegou a 50,8%, um dos mais altos do país, acima da média nacional e superior ao registrado em estados como Rio de Janeiro (38,5%) e Minas Gerais (36,8%).

Na prática, isso significa que mais da metade dos trabalhadores amazonenses atua sem direitos trabalhistas garantidos, como 13º salário, férias remuneradas, seguro-desemprego e cobertura previdenciária.

Rendimento abaixo da média nacional

O rendimento médio mensal do trabalhador no Amazonas também ficou abaixo da média do país. Enquanto o Brasil registrou média de R$ 3.560, o rendimento no estado foi de R$ 2.733, posicionando o Amazonas entre os menores salários médios do país.

Apenas o Distrito Federal e oito estados fecharam o ano com rendimento acima da média nacional, com destaque para o DF (R$ 6.320), São Paulo (R$ 4.190) e Rio de Janeiro (R$ 4.177).

Cenário nacional

O Brasil registrou, em 2025, a menor taxa anual de desocupação de toda a série da PNAD Contínua, iniciada em 2012. O percentual caiu de 6,6% em 2024 (até então o menor) para 5,6% em 2025. Outro destaque dos dados divulgados nesta sexta é que 20 das 27 Unidades da Federação registraram, no ano passado, a menor taxa anual de desocupação de toda a série histórica.

Alcançaram a menor taxa anual de desocupação da série no ano passado: Bahia (8,7%), Amazonas (8,4%), Rio Grande do Norte (8,1%), Amapá (7,9%), Sergipe (7,9%), Distrito Federal (7,5%), Pará (6,8%), Maranhão (6,8%), Ceará (6,5%), Paraíba (6,0%), São Paulo (5,0%), Tocantins (4,7%), Minas Gerais (4,6%), Goiás (4,6%), Rio Grande do Sul (4,0%), Paraná (3,6%), Espírito Santo (3,3%), Mato Grosso do Sul (3,0%), Santa Catarina (2,3%) e Mato Grosso (2,2%).

As maiores taxas anuais foram registradas no Piauí (9,3%), Bahia (8,7%) e Pernambuco (8,7%). As menores ficaram com Mato Grosso (2,2%), Santa Catarina (2,3%) e Mato Grosso do Sul (3,0%).

Segundo o analista da pesquisa, William Kratochwill, a mínima histórica nacional em 2025 “decorre do dinamismo observado no mercado de trabalho, impulsionado pelo aumento do rendimento real”. No Amazonas, porém, os dados indicam que, apesar da estabilidade no desemprego, persistem desafios relacionados à informalidade elevada e ao baixo rendimento médio.

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