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Amazonas Óleo, Gás e Energia: Eneva destaca a importância do Complexo de Azulão

Companhia destacou seus investimentos no estado e as oportunidades geradas a partir do desenvolvimento econômico das regiões onde atua

Foto: Divulgação

A Eneva, maior operadora privada de gás natural do país, esteve presente na terceira edição do Amazonas Óleo, Gás & Energia 2026, onde mostrou a relevância de seu papel para a segurança energética do país. No evento, realizado em Manaus, a companhia destacou seus investimentos no estado e as oportunidades geradas a partir do desenvolvimento econômico das regiões onde atua.

No painel “Cases de Projetos Energéticos Regionais”, o coordenador de Relações Institucionais da Eneva, Márcio Lira, detalhou o projeto do Complexo do Azulão, usina termelétrica com capacidade de geração de 950 megawatts, prevista para entrar em operação entre o final deste ano e o início de 2027. O empreendimento utilizará o gás natural proveniente do município de Silves, contribuindo para o abastecimento de cerca de 4 milhões de residências em todo o país.

Lira também ressaltou o papel do gás natural para a segurança e confiabilidade do sistema elétrico brasileiro. Segundo ele, a fonte atua como vetor de transição energética por garantir fornecimento contínuo, mesmo com variações climáticas. “O gás extraído no Amazonas é responsável por gerar 70% da energia consumida em Roraima, reduzindo em 38% as emissões de gases de efeito estufa em Boa Vista”, afirmou.

O executivo apresentou ainda iniciativas socioambientais da companhia na região, como o programa Raízes de Valor, que promove ações de bioeconomia e sistemas agroflorestais, o Elas Empreendedoras, voltado ao protagonismo feminino, e o investimento da companhia no Centro de Educação Tecnológica do Amazonas (CETAM).

Na programação dedicada à inovação, o líder de Otimização da Produção da Eneva, Diego Plazas, participou do painel “Digitalização e Indústria 4.0: Soluções para Otimização Operacional”. Ele destacou a escala das operações da companhia nas bacias do Parnaíba e do Amazonas, que somam oito campos de produção e mais de 110 poços produtores conectados.

Plazas ressaltou ainda que o avanço da Indústria 4.0 vai além da tecnologia, exigindo integração e engajamento de equipes multidisciplinares. Para ele, o desafio atual não é a escassez de dados, mas a capacidade de localizá-los rapidamente e transformá-los em decisões eficientes. “O objetivo não é apenas gerar gráficos no Excel, mas usar dados para produzir valor. Hoje, com ferramentas tecnológicas e inteligência artificial, engenheiros e operadores se tornaram analistas de dados”, afirmou.

No painel “Tecnologias Aplicadas em Exploração, Produção, Refino de Óleo e Gás & Derivados”, o engenheiro especialista em reservatório da Eneva, Wesley Barreto, apresentou um panorama das operações da empresa em diferentes bacias e destacou o modelo R2W (Reservoir-to-Wire) como um dos grandes diferenciais competitivos da companhia. “O R2W elimina a necessidade de grandes infraestruturas de transporte de gás, que muitas vezes inviabilizam projetos, e permite ajustar a produção dos poços conforme a demanda de geração elétrica, atuando como solução para a intermitência das fontes renováveis”, explicou.

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