O Hospital Delphina Rinaldi Abdel Aziz, que integra o Complexo Hospitalar Zona Norte, realizou, neste domingo (18/01), dois transplantes renais, com órgãos provenientes do estado de Rondônia. A ação exigiu uma atuação em conjunto, com o envio de equipe da Secretaria de Saúde do Amazonas (SES-AM), para fazer a captação e e o transporte dos órgãos.
Os procedimentos realizados reforçam a potência do Amazonas como o maior centro transplantador do Norte do Brasil. Além disso, evidencia a importância da integração da rede nacional de transplantes.
A captação iniciou no sábado (17/01), no Hospital de Base Dr. Ary Pinheiro (HBAP), em Porto Velho, e foi feita por três profissionais da equipe de transplante do Amazonas, sendo um médico e um enfermeiro do Hospital Delphina Aziz e um enfermeiro da Organização de Procura de Órgãos (OPO). A ampla logística interestadual envolveu, também, a atuação conjunta da Central Nacional com a Coordenação Estadual de Transplantes do Amazonas e o hospital em Porto Velho, garantindo que o procedimento fosse realizado dentro do tempo adequado.
Os órgãos vieram de um doador falecido, vítima de acidente de trânsito. Transportados com agilidade para Manaus, os órgãos seguiram rigorosamente os protocolos de segurança e os critérios técnicos estabelecidos pelo Sistema Nacional de Transplantes.
De acordo com a secretária de Estado de Saúde, Nayara Maksoud, a integração entre os estados é fundamental para ampliar o acesso aos transplantes e reduzir o tempo de espera dos pacientes.
“Quando há cooperação, logística eficiente e equipes qualificadas, conseguimos salvar vidas e ampliar a qualidade da assistência prestada aos nossos pacientes", afirmou a secretária da SES-AM.

Mudança de vida
De acordo com o médico Juan Brañez, da equipe que está à frente dos transplantes no estado, o transplante renal possibilita uma mudança significativa na rotina do paciente. Ele ressalta que a cirurgia é considerada o tratamento mais eficaz para pacientes com insuficiência renal crônica em estágio avançado.
"Cada transplante representa uma nova chance de vida. Além de substituir a função dos rins, o procedimento devolve autonomia, melhora significativamente a qualidade de vida e reduz a dependência da diálise, permitindo que o paciente retome suas atividades diárias com mais segurança e bem-estar", ressaltou o médico.
A cirurgia de alta complexidade foi realizada no hospital e beneficiou dois pacientes, sendo uma mulher, de 36 anos, diagnosticada com Insuficiência Renal Crônica e Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES), e um homem, de 56 anos, com Insuficiência Renal Crônica, Diabetes e Cardiopatia.