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Amazonas registra quase 2 mil casos confirmados de esporotricose em 2025

Capital responde por mais de 90% dos registros confirmados da doença em 2025, segundo a FVS

A doença é uma infecção subcutânea causada por fungos do gênero Sporothrix

A Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP), da Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM), divulga, nesta quarta-feira (07/01), o informe epidemiológico de esporotricose humana e animal 2025. A doença é uma infecção subcutânea causada por fungos do gênero Sporothrix, presentes no solo, plantas e matéria orgânica em decomposição.

Entre 1º de janeiro e 31 de dezembro de 2025, foram notificados 2.534 casos de esporotricose humana no Amazonas, dos quais 1.996 confirmados e 223 seguem em investigação. O informe registra um óbito.

Os casos confirmados correspondem a pessoas residentes em Manaus (1.862), Presidente Figueiredo (39), Barcelos (31), Iranduba (18), Manacapuru (11), Rio Preto da Eva (11), Maués (9), Itacoatiara (4).

Esporotricose Animal

No Amazonas, de 1º de janeiro a 31 de dezembro de 2025, foram notificados 4.947 casos de esporotricose animal, sendo 4.607 confirmados e 2.367 em tratamento. Foram registradas 2.215 eutanásias/óbitos. A maior quantidade de animais é de gatos (97,6%), seguidos de cães (2,4%). Os animais envolvidos são, em maioria (65,6%), machos.

Notificação

Além da atualização do cenário epidemiológico da doença no estado, a FVS-RCP também publicou a Nota Técnica nº 001/2026, que reforça as orientações aos serviços de saúde. O documento destaca que a esporotricose é um importante problema de saúde pública, e está respaldada pela Portaria nº 6.734/2025, do Ministério da Saúde, que incluiu a esporotricose humana na lista nacional de notificação compulsória. Nesse sentido, a principal recomendação é que todos os casos suspeitos ou confirmados sejam notificados imediatamente no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan).

A notificação é obrigatória em todo o estado e deve ser realizada pelos profissionais de saúde diante de lesões de pele que não cicatrizam, especialmente quando há histórico de contato com gatos, outros animais doentes ou com solo e plantas. A íntegra do documento pode ser acessada no www.fvs.am.gov.br.

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