A lista de contas julgadas irregulares pelo Tribunal de Contas da União (TCU) nos últimos oito anos reúne 205 pessoas do Amazonas. A lista foi encaminhada pelo órgão ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e servirá como um dos instrumentos utilizados pela Justiça Eleitoral na análise dos registros de candidatura para as eleições deste ano.
Entre os municípios amazonenses, Manaus concentra o maior número de nomes, com 110 registros. Na sequência aparecem Tabatinga, com sete; Manacapuru, São Gabriel da Cachoeira e Tefé, com cinco cada; além de Apuí e Parintins, com quatro registros cada.
Também figuram na relação Careiro, Eirunepé, Humaitá, Itacoatiara e Santa Isabel do Rio Negro, com três nomes cada. Outros municípios, como Anori, Atalaia do Norte, Barreirinha, Beruri, Boa Vista do Ramos, Coari, Envira, Iranduba, Juruá, Lábrea, Manicoré, Pauini, Rio Preto da Eva, Silves e Urucurituba, possuem dois registros cada. Já Alvarães, Amaturá, Anamã, Autazes, Barcelos, Boca do Acre, Caapiranga, Carauari, Fonte Boa, Guajará, Itamarati, Itapiranga, Japurá, Maués, Nhamundá, Nova Olinda do Norte, Novo Aripuanã, São Paulo de Olivença, Tapauá e Urucará aparecem com um nome.
Em todo o país, a lista reúne cerca de 6,1 mil responsáveis que tiveram contas de gestão rejeitadas pelo TCU por decisão definitiva nos últimos oito anos. Entre eles estão prefeitos, vereadores e outros agentes públicos.
De acordo com o tribunal, a relação inclui casos de omissão na prestação de contas, dano ao erário, desvio de recursos públicos e descumprimento reiterado de determinações da Corte de Contas.
O TCU ressalta, no entanto, que a presença do nome na lista não torna o responsável automaticamente inelegível. A análise sobre eventual impedimento para disputar as eleições cabe à Justiça Eleitoral, que avaliará cada caso com base nos critérios previstos na Lei da Ficha Limpa e na legislação eleitoral.
As eleições gerais serão realizadas em outubro. No primeiro turno, os eleitores escolherão presidente da República, governadores, senadores, deputados federais e deputados estaduais. Caso necessário, haverá segundo turno para os cargos de presidente e governador.