O Amazonas teve seis novos registros incluídos na chamada “Lista Suja” do trabalho análogo à escravidão. A atualização foi divulgada nesta terça-feira (6) pelo Ministério do Trabalho e Emprego. Os casos foram identificados em fiscalizações realizadas entre 2024 e 2026 e envolvem situações de exploração de trabalhadores em atividades de garimpo e trabalho doméstico.
Entre os nomes incluídos está Gerson Vieira da Silva, que aparece duas vezes no cadastro por autuações diferentes relacionadas à extração ilegal de minérios.
Em uma fiscalização realizada em 2024, 50 trabalhadores foram resgatados de condições análogas à escravidão em um garimpo ilegal no município de Maués. O caso também passou a ser investigado pela Polícia Federal.
Outro registro é o de Thiago Trindade de Assis, relacionado ao resgate de uma trabalhadora doméstica de 34 anos, em Manaus. Segundo as autoridades, a mulher foi levada para a casa de uma família quando tinha 12 anos, com a promessa de que teria acesso a estudo e melhores condições de vida. Ela permaneceu no local por mais de duas décadas, realizando serviços domésticos sem salário fixo e sem direitos trabalhistas básicos.
Com os seis novos registros, o Amazonas aparece entre os estados com maior número de inclusões nesta atualização. O estado fica atrás apenas de Minas Gerais, que teve 19 casos, e da Bahia, com oito. O Maranhão também registrou seis novos empregadores.
Em todo o país, o Ministério do Trabalho incluiu 82 empregadores na nova atualização. Os casos envolvem 553 trabalhadores submetidos a condições análogas à escravidão.
Do total de novos registros, 54 são pessoas físicas e 28 são pessoas jurídicas. Os nomes permanecem no cadastro por dois anos. Nesta atualização, 151 empregadores foram retirados da lista após completarem esse período.
A “Lista Suja” é atualizada duas vezes por ano e reúne empregadores incluídos após a conclusão dos processos administrativos relacionados às fiscalizações de trabalho análogo à escravidão. O objetivo é dar transparência às ações de combate à exploração de trabalhadores.