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Amom Mandel se destaca entre parlamentares que apresentam propostas voltadas às mulheres indígenas

Deputado aparece com nove proposições no levantamento do Instituto AzMina, mesmo número de projetos apresentados pela deputada indígena Célia Xakriabá

Foto: Divulgação

Brasília/DF - Um levantamento publicado pelo Instituto AzMina colocou o deputado federal Amom Mandel (Republicanos-AM) entre os parlamentares que mais apresentaram propostas voltadas especificamente às mulheres indígenas no Congresso Nacional. Segundo a reportagem, Amom aparece com nove proposições, o mesmo número registrado pela deputada indígena Célia Xakriabá (PSOL-MG), que lidera esse recorte entre os parlamentares indígenas.

O levantamento analisou proposições apresentadas na Câmara entre 2019 e agosto de 2026 e identificou 44 projetos de lei com impacto direto e explícito na vida das mulheres indígenas, tratando de temas como saúde e combate à violência. A reportagem também aponta que três em cada quatro propostas voltadas exclusivamente para mulheres indígenas foram apresentadas por parlamentares indígenas. Entre os parlamentares não indígenas, Amom aparece com o maior número de proposições, com nove projetos.

“Meu papel como parlamentar é identificar problemas que muitas vezes permanecem invisíveis e transformar essas demandas em propostas legislativas. No caso das mulheres indígenas, isso significa ouvir e considerar as particularidades das comunidades e trabalhar para que o Estado consiga oferecer atendimento adequado, prevenção, diagnóstico e tratamento”, destacou o parlamentar.

Projetos propõem soluções para lacunas de séculos

Entre as iniciativas apresentadas pelo deputado está o PL 6.441/2025, que cria um programa de prevenção e tratamento do câncer de colo do útero e de mama adaptado às realidades indígenas. A proposta prevê uma abordagem específica para prevenção, diagnóstico e tratamento dessas doenças, considerando as particularidades das comunidades indígenas.

Também fazem parte desse conjunto o PL 6.439/2025, que institui uma política nacional de formação e capacitação em saúde da mulher indígena, com valorização de agentes indígenas de saúde e parteiras tradicionais, e o PL 6.440/2025, que cria um sistema nacional de informações e monitoramento da saúde da mulher indígena e prevê protocolos diferenciados de atendimento no SUS, com participação das comunidades indígenas.

Outra proposta é o PL 6.442/2025, que institui um programa de saúde mental da mulher indígena no âmbito do SUS. O texto estabelece diretrizes para atenção integral à saúde mental, além de reconhecer práticas tradicionais de cuidado e valorizar o papel de parteiras, rezadeiras, pajés e lideranças femininas.

Para Amom, a presença de propostas voltadas às mulheres indígenas precisa estar acompanhada de políticas públicas capazes de considerar as particularidades territoriais, culturais e sociais dos povos originários. “Mulheres indígenas não podem receber uma política pública genérica para um problema específico. Saúde indígena exige atenção às diferenças territoriais, culturais e sociais. É isso que estamos tentando colocar em prática por meio dessas propostas”, concluiu o deputado.

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