Ir para o conteúdo

ANM aprova etapa de projeto para exploração de terras raras em Apuí, no Amazonas

Apesar da aprovação técnica, o projeto ainda depende de etapas regulatórias fundamentais antes do início da operação

Município de Apuí, no interior do Amazonas - Foto: Divulgação

A Agência Nacional de Mineração (ANM) aprovou os relatórios finais do projeto de exploração de terras raras em Apuí, no sul do Amazonas. O empreendimento é conduzido pela BBX do Brasil, subsidiária da empresa australiana Brazilian Critical Minerals, e representa um avanço importante para o setor mineral no estado. A matéria é do Portal Marcos Santos.

Apesar da aprovação técnica, o projeto ainda depende de etapas regulatórias fundamentais antes do início da operação. Entre elas estão a obtenção da licença ambiental junto ao Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) e a Concessão de Lavra, que autoriza oficialmente a atividade minerária.

O avanço foi comunicado pela empresa ao mercado nesta semana. Segundo a companhia, a aprovação dos relatórios reduz incertezas regulatórias e aproxima o Projeto Ema das fases finais necessárias para sua implantação.

Atualmente, o empreendimento entra na etapa de aprovação voltada ao desenvolvimento minerário. Nesse cenário, o Estudo de Viabilidade Bancável (BFS), a licença ambiental e a concessão de lavra são os principais passos restantes até a liberação completa da atividade.

Os pedidos de Guia de Utilização, autorização excepcional que permite a extração mineral antes da concessão definitiva, foram protocolados em maio de 2025 e seguem em análise pelo Ipaam.

Operações

O processo de licenciamento para a exploração das terras raras teve início em fevereiro deste ano. A previsão da empresa é iniciar as operações em 2027, com planos de estruturar, cerca de cinco anos depois, uma etapa de refino em Manaus.

O investimento inicial estimado para a implantação do projeto é de R$ 200 milhões. A empresa já mantém negociações com potenciais compradores nos Estados Unidos, China, França e Espanha.

A expectativa é de que a fase de implantação gere cerca de 500 empregos diretos. Durante a operação, a projeção é de 200 postos diretos e aproximadamente mil empregos indiretos.

Segundo estimativas da empresa, o faturamento anual pode alcançar R$ 400 milhões. A arrecadação de tributos para Apuí pode chegar a R$ 8 milhões por ano, valor equivalente a cerca de 10% da receita prevista do município para 2025.

Reservas Minerais

As terras raras formam um grupo de 17 elementos químicos considerados estratégicos para a indústria moderna. Esses minerais são utilizados em equipamentos eletrônicos, tecnologias de energia renovável e também em aplicações militares, como radares e drones.

Uma nota técnica da Secretaria Executiva de Mineração do Amazonas aponta o estado como o segundo com maior volume de reservas identificadas de terras raras no Brasil, atrás apenas de Minas Gerais.

Além de Apuí, há registros de ocorrência desses minerais em municípios como Presidente Figueiredo e São Gabriel da Cachoeira.

No cenário internacional, o Brasil figura entre os principais detentores de reservas de terras raras do mundo. Os minerais são considerados peças-chave para a transição energética global e para o avanço de setores tecnológicos estratégicos.

Publicidade BEMOL
Publicidade TCE
Publicidade ATEM
Publicidade Eneva
Publicidade Parintins
Publicidade UEA

Mais Recentes