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Arquidiocese de Manaus cobra ações contra fumaça e calor extremo

Em nota pública, instituição alerta para riscos à saúde e apresenta dez pedidos às autoridades do Amazonas.

Foto: Valter Calheiros

A Arquidiocese de Manaus divulgou uma nota pública em defesa de medidas para proteger a população dos efeitos das queimadas, da fumaça e das altas temperaturas registradas na capital amazonense.

No documento, intitulado “Defesa da vida diante das queimadas, da fumaça e do calor extremo”, a instituição afirma que a população não deve se acostumar com períodos em que a qualidade do ar representa risco à saúde.

A Arquidiocese destaca que a combinação entre poluição atmosférica, temperaturas elevadas e baixa umidade aumenta os riscos à população e exige ações preventivas do poder público, além de monitoramento contínuo e capacidade de resposta durante os períodos críticos.

Segundo a instituição, os impactos da fumaça não devem ser tratados apenas como uma questão ambiental. A poluição provocada pelas queimadas também afeta a saúde e a qualidade de vida, com consequências mais graves para pessoas em situação de maior vulnerabilidade.

Críticas às queimadas

Na manifestação, a Arquidiocese também afirma que a piora das condições climáticas não deve ser usada para tratar as queimadas como um fenômeno inevitável. A instituição defende a responsabilização por incêndios provocados pela ação humana.

“A exposição à poluição atmosférica, associada às altas temperaturas e à baixa umidade, impõe riscos adicionais à população e demanda dos poderes públicos ações preventivas, informação adequada, monitoramento permanente e capacidade de respostas nos períodos críticos”, diz a nota.

A entidade também afirma que “não podemos naturalizar um cenário em que respirar se torna um risco, em que o céu da cidade é encoberto pela fumaça”.

Dez pedidos às autoridades

Ao longo do documento, a Arquidiocese apresenta dez reivindicações direcionadas às autoridades públicas. Entre os pontos, estão medidas relacionadas à prevenção das queimadas, monitoramento da qualidade do ar, divulgação de informações à população e proteção das pessoas mais vulneráveis durante períodos de fumaça e calor intenso.

A instituição defende ainda uma atuação articulada dos órgãos públicos diante dos episódios de poluição atmosférica e altas temperaturas registrados em Manaus.

A carta pública reúne os dez pedidos apresentados pela Arquidiocese às autoridades do Amazonas.

Confira a nota pública na íntegra:

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