Em um território onde as distâncias geográficas muitas vezes impõem barreiras ao acesso à cidadania, o Coletivo Allegriah emerge como uma força de transformação social. Através do projeto “Oficinas Formativas em Teatro do Oprimido”, o grupo está percorrendo o interior do Amazonas para transformar o "espectador passivo" em espect-ator, utilizando a arte como potência de afeto e impacto social.
O projeto, viabilizado pela Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), já impactou Novo Airão e Coari, e agora inicia sua agenda de janeiro em Iranduba e Rio Preto da Eva. O foco são territórios periféricos e centros de reabilitação, onde a vulnerabilidade social é combatida com o protagonismo cultural.
O Teatro como Tecnologia Social
Diferente das oficinas de teatro convencionais, a metodologia aplicada pelo coletivo baseia-se no legado de Augusto Boal, um dos maiores teóricos do teatro mundial. O objetivo é pedagógico e político: capacitar o indivíduo para que ele identifique opressões em sua comunidade e ensaie alternativas de mudança no palco que possam ser aplicadas na vida real.
“Trabalhar com inclusão é um aprendizado diário. O projeto nos convida a mergulhar no universo teatral enquanto refletimos sobre questões sociais urgentes”, destaca Kerby Groove, educador musical que acompanhou a etapa em Coari.
Naquela localidade, o intercâmbio com a Associação Pestalozzi demonstrou a eficácia do teatro na inclusão de pessoas com e sem deficiência, fortalecendo o sentimento de pertencimento.
Economia Criativa e Legado Digital
A robustez do projeto Allegriah reside na sua capacidade de gerar legado técnico. Para além das artes cênicas e da música, a iniciativa também atua na economia criativa ao abrir inscrições para monitores aprendizes, em áreas como:
- Produção Cultural e Logística;
- Captação de Imagem e Fotografia;
- Metodologias Criativas
Próximas Etapas e Agenda
Nesta segunda quinzena de janeiro, as atividades concentram-se em espaços de acolhimento na Região Metropolitana de Manaus:
- Iranduba (Lar Terapêutico Ágape): Dias 12 e 14 de janeiro.
- Rio Preto da Eva (CRDQ Ismael Abdel Aziz): Dias 13 e 15 de janeiro.
O encerramento do ciclo contará com lives formativas transmitidas pelas redes sociais do coletivo, contando com a participação de doutores e especialistas para debater a interseção entre teatro, política e sociedade.
Apoio
O projeto tem o apoio do Governo do Estado do Amazonas, via Secretaria de Cultura e Economia Criativa, e do Governo Federal, por meio da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB).
Parceiros Institucionais
Escola de Egressos (UEA), Grupo de Pesquisa "Vidar em In-tensões" (UEA), Centro Espírita Casa do Caminho, Fundação Almerinda Malaquias, Prefeitura e Secretaria de Cultura de Novo Airão (AM)
Ficha Técnica
Jackeline Monteiro - Coordenação Geral, Produção executiva, Oficineira
Stivisson Menezes – Oficineiro, Coordenador de Logística, Assistente de Produção, Mediador
Vitor Lima– Oficineiro, Assistente de Produção, Mediador.
Deihvisom Caelum – Oficineiro, Assistente de Produção.
Leandro Lopes – Assistente de Produção, oficineiro
Osmarina Lima – Coordenação pedagógica
Anna Angelo – Oficineira, Assistente de Produção
Francisca Monteiro – Assistente de Produção
Eriane Lima – Produtora Cultural e Oficineira, Casa do Caminho
Wanessa Leal – Assessoria de Imprensa
Produtores Culturais de Coari
Anderson Sena– (Produtor Cultural - Coari)
Alan da Silva– (Produtor Cultural - Coari)
Iranilton Lopes– (Produtor Cultural - Coari)
Deivison Dantas – (Fotógrafo, Captador de vídeo e imagem - Coari)
Produtores Culturais Novo Airão
Matheus Isaac– (Produtor Cultural - Novo Airão)
Fábio Lucas– (Produtor Aprendiz - Novo Airão)
Cleberson – Fotógrafo e Videomaker - Novo Airão
INFORMAÇÕES DE SERVIÇO
O quê: Projeto Oficinas Formativas em Teatro do Oprimido (Coletivo Allegriah)
Inscrições: Gratuitas (com certificação)
Redes Sociais: @allegriahoficial
Contato para Imprensa: Wanessa Leal – (92) 98258-9133
O Teatro do Oprimido é uma metodologia brasileira reconhecida internacionalmente e premiada pela UNESCO. O projeto em questão destaca-se no cenário nacional por aplicar essa técnica em áreas de difícil acesso na Região Amazônica, unindo os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU — especificamente, Redução das Desigualdades e Educação de Qualidade — ao fomento da cultura local