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Arthur Virgílio retoma articulação em defesa da Zona Franca e busca aproximação com a Fiesp

"O Brasil precisa compreender definitivamente que defender a Zona Franca é defender a Amazônia e a soberania nacional”, declarou Arthur

Arthur com o ex-presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf - Fotos: Divulgação

Em meio às discussões sobre a regulamentação da reforma tributária, o ex-senador e ex-ministro Arthur Virgílio Neto (MDB-AM) intensificou nesta semana, em Brasília, as articulações em defesa da Zona Franca de Manaus (ZFM) e abriu diálogo com setores da indústria paulista historicamente críticos ao modelo amazonense.

Durante agenda institucional na capital federal, Arthur se reuniu com lideranças empresariais e representantes do setor industrial, entre eles o ex-presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf. A conversa teve como foco o futuro da Zona Franca no novo sistema tributário brasileiro e a necessidade de construir entendimento entre Amazonas e Sudeste em torno da preservação do modelo.

Arthur afirmou que a Zona Franca não pode continuar sendo tratada como um privilégio regional, mas sim como uma política estratégica de desenvolvimento nacional e preservação ambiental.

“A Zona Franca protege empregos, movimenta a economia e ajuda a manter a floresta em pé. O Brasil precisa compreender definitivamente que defender a Zona Franca é defender a Amazônia e a soberania nacional”, declarou.

O ex-senador também defendeu uma reaproximação institucional entre Amazonas e São Paulo, afirmando que o debate sobre incentivos fiscais não pode ser conduzido sob lógica de confronto entre regiões.

“Não interessa ao país transformar a discussão tributária numa guerra entre estados. O que precisamos é construir equilíbrio, entendimento e segurança para quem produz, investe e gera emprego no Amazonas”, disse.

A aproximação com Paulo Skaf também foi interpretada como um gesto político simbólico

Protagonismo

Nos bastidores, a movimentação de Arthur é vista como uma retomada de protagonismo político em temas ligados à defesa da Zona Franca, pauta que marcou sua trajetória no Senado. Apontado como possível candidato à Câmara Federal em 2026, ele voltou a circular entre empresários e lideranças políticas em um momento considerado decisivo para o futuro do modelo econômico amazonense.

A aproximação com Paulo Skaf também foi interpretada como um gesto político simbólico, diante do histórico de tensões entre setores industriais do Sudeste e defensores da Zona Franca de Manaus ao longo das últimas décadas.

Arthur ressaltou que o momento exige união das forças políticas e econômicas do Amazonas para impedir retrocessos na regulamentação tributária e preservar a competitividade do estado.

“A defesa da Zona Franca sempre exigiu diálogo, firmeza e capacidade de articulação nacional. É isso que o Amazonas precisa novamente neste momento”, afirmou.
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