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Ateliê 23 seleciona produtores culturais para projetos de 2024

Inscrições abertas até 10 de janeiro

O Ateliê 23 está com inscrições abertas para selecionar produtores culturais para os projetos de 2024. Neste ano, a companhia amazonense tem, na programação, novas montagens de teatro, exposição, temporadas de espetáculos, gravação de curta-metragem e lançamento de livro.

Até o dia 10 de janeiro, os interessados podem se inscrever por meio de formulário disponível no Instagram (@atelie23). Segundo o diretor Taciano Soares, as vagas são diversas e a remuneração varia em cada projeto, a depender das necessidades, sempre a partir de um salário mínimo.

“Queremos nos aproximar de outros profissionais da cidade para a produção executiva desses projetos”, afirma o diretor que divide o comando do Ateliê 23 com Eric Lima. “Quem sabe não conseguimos um diálogo legal e que seja interessante para ambos os lados”.

Taciano Soares explica que os projetos são nas áreas de teatro, de música, audiovisual, artes visuais e literatura e os selecionados vão atuar pontualmente em uma das iniciativas.

“É um trabalho pontual e cada projeto gira em torno de três meses de duração, no máximo, e a proposta é que tenha uma diversidade na seleção dessas pessoas”, comenta. “É importante gerar essa renda, fazer girar na cidade em outros eixos e propor outras experiências que a companhia ainda não tenha alcançado ao longo dos 10 anos com trabalhos e pessoas que já passaram por aqui”.

Companhia premiada

Em 2023, ano que celebrou 10 anos, o Ateliê 23 foi indicado ao 34° Prêmio Shell de Teatro, com o espetáculo “Cabaré Chinelo”, sucesso de crítica e público, com ingressos esgotados em todas as sessões. A produção concorre na categoria "Energia que Vem da Gente", que premia iniciativas relacionadas ao universo teatral com impacto social positivo. O resultado vai ser divulgado no dia 12 de março, em São Paulo.

O Ateliê 23 também venceu duas categorias do 22º Prêmio Cenym de Teatro Nacional, da Academia de Artes no Teatro do Brasil, “Melhor Companhia” e “Melhor Figurino”, com o espetáculo “Cabaré Chinelo”. A peça foi indicada ainda como “Melhor Elenco” nesta edição.

No 17º Festival de Teatro da Amazônia, realizado em outubro, o “Cabaré Chinelo” conquistou três prêmios: “Melhor Espetáculo”, “Direção” e “Melhor Figurino”. A peça foi indicada nas categorias “Melhor Atriz”, com Vivian Oliveira, “Melhor Ator” e “Trilha Sonora”, com Eric Lima.

A companhia conquistou o prêmio de melhor atuação nacional no 8º Festival Internacional de Cinema da Diversidade Sexual e de Gênero de Goiás, com o personagem Belinho, vivido por Taciano Soares no filme “A Bela é Poc”, primeiro curta do grupo.

Desde a estreia, em outubro de 2021, no Teatro Amazonas, o curta “A Bela é Poc” tem circulado por festivais, como Circuito Penedo de Cinema, em Alagoas; edição de 2022 do Festival de Cinema da Amazônia – Olhar do Norte, na capital amazonense; Shorts México, um dos maiores festivais de curtas-metragens da América Latina; e KASHISH Mumbai International Queer Film Festival, evento anual LGBT que acontece em Mumbai, na Índia. O filme, que faz parte de um projeto que inclui o clipe “Glowria” e a videodança “Azul”, participou ainda da “Expedição Cultural”, do Governo do Amazonas por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa, e foi exibido em nove cidades do interior.

Trajetória

Em agosto de 2024, o Ateliê 23 completa 11 anos de atuação no cenário cultural amazonense. Com sede no Centro de Manaus desde março de 2015, na Rua Tapajós, 166, a companhia tem 30 espetáculos, cinco shows e quatro obras audiovisuais no repertório.

A principal característica do grupo é trabalhar com histórias reais, objeto da tese de Doutorado “Bionarrativas Cênicas: Dispositivos de Comoção em Obras do Ateliê 23”, defendida pelo diretor Taciano Soares na Universidade Federal da Bahia.

Entre obras de sucessos de público e crítica estão “Helena”, selecionado para a mostra a_ponte: cena do teatro universitário do Itaú Cultural e indicado ao Prêmio Brasil Musical; “da Silva” e “Ensaio de Despedida”, indicados para o projeto Palco Giratório, do Sesc; “Vacas Bravas” e “Persona – Face Um”. Este último colocou em pauta o tema transfobia e ficou um ano e meio em cartaz.

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