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Ax-assessor ligado a vereador Raulzinho é preso na operação 'Erga Omnes'

A organização é suspeita de viabilizar a infiltração de integrantes em órgãos públicos e de movimentar volumes expressivos de recursos

Josafá de Figueiredo Silva acabou sendo preso - Foto: Reprodução Radar Amazônico

A operação “Erga Omnes”, deflagrada pela Polícia Civil do Amazonas, levou à prisão de Josafá de Figueiredo Silva, apontado nas investigações como cabo eleitoral e ex-assessor do vereador Raulzinho (MDB). A ação faz parte de um inquérito que apura a atuação de uma organização criminosa suspeita de manter ramificações e acesso a estruturas públicas. A matéria foi trazida pelo Radar Amazônico.

Conforme a decisão judicial e informações repassadas pela Polícia Civil, Josafá teria ligação com o chamado “núcleo de interface com estruturas públicas” do grupo investigado. De acordo com os investigadores, esse núcleo funcionaria como uma ponte para facilitar circulação de informações sensíveis e abrir portas em setores estratégicos da administração pública.

Ainda segundo a apuração, a organização é suspeita de viabilizar a infiltração de integrantes em órgãos públicos e de movimentar volumes expressivos de recursos por meio de contratos e rotinas administrativas, o que levantou indícios de irregularidades e possível favorecimento.

A operação também resultou na prisão de servidores, ex-servidores e outros alvos, descritos pela investigação como integrantes de diferentes núcleos de atuação. As diligências incluíram mandados de prisão, busca e apreensão e a coleta de documentos e dispositivos eletrônicos, que devem embasar a continuidade das análises.

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A Polícia Civil informou que os investigados respondem, em tese, por crimes como organização criminosa, corrupção e lavagem de dinheiro, além de outros delitos ainda em avaliação no inquérito.

Relatórios de Inteligência Financeira citados na investigação apontam movimentações superiores a R$ 70 milhões entre 2023 e 2025, valores considerados incompatíveis com as atividades formais declaradas. Segundo a decisão, empresas associadas aos investigados teriam sido usadas para lavagem de dinheiro, ocultação patrimonial, transferências interestaduais e operações com possíveis conexões internacionais.

Os presos devem passar por audiência de custódia e permanecerão à disposição da Justiça. O caso segue sob investigação.

O vereador não se manifestou, mas o espaço está aberto para a resposta.

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