O ex-presidente Jair Bolsonaro enfrenta um quadro de saúde delicado após uma cirurgia intestinal complexa e continua internado na UTI do Hospital DF Star, em Brasília. Segundo o jornalista Guilherme Amado, do ICL Notícias, Bolsonaro ficou 11 dias sem evacuar espontaneamente e só conseguiu fazê-lo com auxílio de medicamentos retais há quatro dias. Apesar disso, exames de tomografia indicaram que as paredes intestinais estão preservadas, sugerindo que a cirurgia teve sucesso em desfazer a obstrução intestinal.
A cirurgia, realizada em 13 de abril, durou 12 horas e teve como objetivo tratar uma obstrução intestinal causada por aderências, sequela do atentado a faca sofrido por Bolsonaro em 2018. Durante o procedimento, foi realizada a lise das aderências e a reconstrução da parede abdominal. Apesar de não haver intercorrências durante a cirurgia, o ex-presidente apresentou piora clínica nos dias seguintes, com aumento da pressão arterial e alterações nas enzimas hepáticas, levando a equipe médica a solicitar novos exames de imagem .
Bolsonaro permanece em jejum oral, recebendo nutrição parenteral, e continua com sessões de fisioterapia motora e medidas para prevenir trombose venosa. Não há previsão de alta da UTI, e as visitas permanecem restritas.
Bolsonaro não evacua espontaneamente há 11 dias. Só consegue com uso de medicamento retal. Eu fico imaginando essa apuração do jornalista @guilherme_amado, do @ICLNoticias.
— Mário Adolfo Filho (@marioadolfo) April 25, 2025
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Processo judicial
Paralelamente à sua recuperação, Bolsonaro enfrenta um processo judicial no Supremo Tribunal Federal por tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022. Recentemente, ele foi formalmente notificado sobre o processo em seu leito hospitalar, após participar de uma transmissão ao vivo da UTI, o que levou os ministros a considerarem que ele estava em condições de ser notificado. A notificação gerou tensão, com relatos de aumento da pressão arterial do ex-presidente durante o episódio .
Enquanto isso, Bolsonaro continua sendo uma figura influente entre os conservadores brasileiros, mesmo estando inelegível até 2030 devido a condenações por abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação durante as eleições. Ele nega as acusações e afirma ser vítima de perseguição política .
A situação de saúde do ex-presidente é acompanhada com atenção, tanto por seus apoiadores quanto por seus opositores, em meio a um cenário político polarizado e à espera dos desdobramentos judiciais que podem definir seu futuro político.