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Bombeiros encerram buscas por desaparecidos em naufrágio em Manaus

As buscas ocorreram entre 13 de fevereiro e 30 de junho. Segundo o Corpo de Bombeiros, a operação foi encerrada devido ao esgotamento das possibilidades de localização das vítimas.

Naufrágio ocorreu em fevereiro deste ano

O Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM) encerrou as buscas pelos cinco passageiros que continuam desaparecidos após o naufrágio da lancha Lima de Abreu XV, ocorrido em 13 de fevereiro de 2026, na região do Encontro das Águas, em Manaus. A decisão foi anunciada pela corporação, após mais de quatro meses de operação.

As vítimas que seguem desaparecidas são a advogada e integrante da Ordem dos Advogados do Brasil no Amazonas (OAB-AM), Ana Carla Izel, de 40 anos; Apoliana Oliveira, de 36 anos; Patrícia Barroso da Silva, de 37 anos; Renato Alan Melo Basto; e Romualdo Marcião de Almeida.

As buscas ocorreram entre 13 de fevereiro e 30 de junho. Segundo o Corpo de Bombeiros, a operação foi encerrada devido ao esgotamento das possibilidades de localização das vítimas.

A corporação informou, no entanto, que permanecerá de sobreaviso e poderá retomar as buscas caso surjam novos indícios que contribuam para a localização dos desaparecidos.

Durante os primeiros 34 dias da operação, entre 13 de fevereiro e 19 de março, as equipes atuaram diariamente com um efetivo médio de 50 militares. A partir de 20 de março, as buscas passaram a ser realizadas duas vezes por semana, em razão da redução das chances de encontrar as vítimas.

Ao longo da operação, foram empregados drones, embarcações, sonar para varredura do leito do rio, além de equipes especializadas em mergulho e salvamento aquático.

De acordo com os bombeiros, familiares de três desaparecidos solicitaram o Boletim de Ocorrência da operação, registrado no Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp). O documento é necessário para dar início ao processo de reconhecimento judicial da morte presumida.

Relembre o caso

A lancha Lima de Abreu XV naufragou na tarde de 13 de fevereiro de 2026 durante uma viagem entre Manaus e Nova Olinda do Norte. Ao todo, 71 pessoas foram resgatadas com vida logo após o acidente.

Nos dias seguintes, os bombeiros localizaram três corpos, entre eles o do cantor gospel Fernando Grandêz.

O piloto da embarcação, Pedro José da Silva Gama, foi preso em flagrante após o naufrágio e autuado por homicídio culposo. Ele foi liberado depois de pagar fiança de R$ 16 mil, mas, no dia seguinte, a Justiça do Amazonas decretou sua prisão preventiva.

Pedro José não se apresentou imediatamente às autoridades e permaneceu foragido por cerca de um mês. Em 16 de março, ele se entregou à Polícia Civil e, no dia seguinte, teve a prisão preventiva mantida durante audiência de custódia.

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