A nova pesquisa do Instituto de Pesquisa do Norte (IPEN), contratada pelo Consórcio G6, mostra um cenário cada vez mais confortável para o senador Eduardo Braga (MDB), que aparece isolado na liderança em todos os cenários estimulados para o Senado.
Além da disparada de Braga, o novo dado relevante é o movimento do ex-governador Wilson Lima (UB), que encostou no deputado federal Capitão Alberto Neto (PL), tornando a disputa pela segunda vaga mais apertada.
Vale lembar que nas eleições de 2026, o eleitor escolhe dois candidatos para o Senado.
Cenário 1

No cenário 1, com todos os candidatos possíveis que já foram citados para a disputa, o senador Eduardo Braga aparece disparado com 30% das intenções de votos na pesquisa estimulada (quando o entrevistado escolhe entre as opções apresentadas); Alberto Neto permanece em segundo, com 18.9%; o governador Wilson Lima aparece em terceiro, com 15,5%.
No pelotão inferior aparecem Plínio Valério (PSDB), com 9,6%; Marcos Rotta (Avante), com 9,3%; e Marcelo Ramos (PT), que tem 9,1%.
Em relação à pesquisa IPEN/G6 de julho, Eduardo Braga cresceu quase 3% nas intenções de votos; Já Alberto Neto diminuiu de 20,2% para 18,9%; e Wilson Lima saiu de 16,1% para 15,5%. Mas, de qualquer forma a distância entre Alberto Neto e Wilson Lima pela segunda vaga é cada vez menor.
Levando em consideração que o governador tem mais penetração no interior, existe a probabilidade de Alberto Neto ser engolido por Wilson e acabe perdendo a vaga ao Senado, que ná foi mais clara para ele.
Cenário 2

No cenário sem o governador Wilson Lima, Eduardo Braga sobe ainda mais nas pesquisas. Ele chega a 32,5%; é seguido por Alberto Neto, que herda alguns pontos e aparece com 22,5%; Marcelo Ramos chega ao terceiro posto, com 13,8%; Marcos Rotta aparece com 11,7% e Plínio Valério, 11,6%.
Wilson Lima foi excluído deste cenário porque ainda não anunciou se será candidato ou não. Neste caso, o maior beneficiado seria Marcelo Ramos, que na pesquisa sem o nome do governador, cresce quase cinco pontos, tornando-se competitivo no cenário.
Cenário 3

O cenário 4, sem Alberto Neto, traz Eduardo Braga crescendo novamente, chegando a 33,1%; Wilson Lima ficaria com a segunda vaga, com 15,8%; Rotta surpreende e aparece em terceiro lugar, com 14,7%; Marcelo Ramos tem 14,1%; e Plínio Valério fica na lanterna, com 12,7%.
Alberto Neto já disse que não abre mão de disputar o Senado, mas foi excluído deste cenário para testar a preferência do eleitor de extrema-direita. Neste caso, os votos acabaram sendo diluídos bem entre todos os candidatos.
Aparecem em empate técnico, na margem de erro, todos os candidatos abaixo de Eduardo Braga.
A soma dos três cenários mostra um padrão claro:
✔ Eduardo Braga lidera com ampla folga e estabilidade;
✔ Alberto Neto segue competitivo, mas começa a ser pressionado;
✔ Wilson Lima é quem mais cresce e já encostou no deputado;
✔ A disputa pelo segundo lugar está aberta e fragmentada;
✔ Nenhum adversário rompeu a barreira dos 23%, enquanto Braga está sempre acima de 30%.
Com esse conjunto, a eleição para o Senado hoje tem um líder isolado - Eduardo Braga - e um bloco de nomes intermediários disputando palmo a palmo a vice-liderança, com Wilson Lima ganhando terreno sobre Capitão Alberto Neto.
Rejeição

Na rejeição, quando o entrevistado aponta em quem não votaria de jeito nenhum, Wilson Lima aparece na frente, com 25,7%; Mais de 10 pontos atrás vem Eduardo Braga, com 14,3%; Alberto Neto, com 14,1%; Marcelo Ramos tem 13,5%; Plínio Valério, 12,3%; e Marcos Rotta é o menos rejeitado, com 9%.
Informações da pesquisa
A pesquisa do Instituto de Pesquisa do Norte (IPEN) ouviu 1.504 eleitores entre os dias 14 e 24 de novembro, em entrevistas presenciais realizadas em 12 municípios: Manaus, Parintins, Itacoatiara, Manacapuru, Coari, Maués, Presidente Figueiredo, Iranduba, Careiro, Borba, Autazes e Tefé.
O levantamento tem margem de erro de 2,52 pontos percentuais e índice de confiança de 95%. As informações foram compiladas a partir de dados do TSE (2025) e do IBGE (2024). O público-alvo são eleitores do Amazonas e das cidades pesquisadas, e a responsabilidade técnica é do estatístico João Alves.
