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Brasileira é presa na Indonésia por transportar cocaína no Xampu

De acordo com o comunicado da Polícia de Bali, a inspeção realizada em conjunto com a Diretoria de Narcóticos encontrou sete frascos com um líquido suspeito

Foto: Reprodução

Uma brasileira de 36 anos foi presa no Aeroporto Internacional I Gusti Ngurah Rai, na ilha de Bali, sob suspeita de transportar cerca de 3,6 quilos de cocaína líquida escondida em frascos de xampu e produtos de higiene pessoal.

Embora as autoridades tenham divulgado o caso nesta segunda-feira (12), a prisão ocorreu na terça-feira passada (6), por volta das 18h, no horário local. A mulher, identificada apenas pelas iniciais TCDS, foi abordada no terminal de desembarque internacional depois que agentes da Alfândega desconfiaram do conteúdo de sua mala.

De acordo com o comunicado da Polícia de Bali, a inspeção realizada em conjunto com a Diretoria de Narcóticos encontrou sete frascos com um líquido suspeito. Os testes indicaram que o conteúdo era cocaína, com peso bruto de 3.659,9 gramas.

Os recipientes imitavam embalagens de produtos de beleza, cuidados pessoais e xampu. Segundo a Polícia Nacional da Indonésia, o método serviria para dificultar a identificação da droga durante a fiscalização aeroportuária. A corporação classificou o caso como uma das maiores apreensões recentes de cocaína líquida em Bali.

Brasileira diz que receberia US$ 50 mil

Em depoimento, a brasileira afirmou que atuava como transportadora e que havia recebido a ordem de uma pessoa identificada apenas pela inicial G. Conforme informações da polícia reproduzidas pela agência estatal Antara, ela recebeu orientação para levar a cocaína do Brasil e entregá-la a outra pessoa em Bali.

Caso concluísse o transporte, a suspeita receberia US$ 50 mil. O responsável pelo esquema também teria pago a passagem aérea, a hospedagem e outras despesas da viagem. A brasileira saiu do país em 5 de outubro e possuía passagem de volta marcada para 3 de novembro.

A polícia informou que ainda tenta identificar o fornecedor da droga, o destinatário em Bali e outros possíveis integrantes da rede internacional. Até o momento, as autoridades não divulgaram o nome completo da brasileira nem informaram de qual cidade do Brasil ela partiu.

Suspeita pode receber prisão perpétua

A brasileira permanece detida na sede da Polícia de Bali enquanto as investigações prosseguem. Ela responderá por posse e importação de entorpecentes da categoria 1, na qual a legislação indonésia enquadra a cocaína.

Segundo a Polícia de Bali, os investigadores aplicaram os artigos 609 e 610 do Código Penal indonésio. O texto oficial da lei prevê prisão perpétua ou pena de cinco a 20 anos para a posse ilegal de mais de cinco gramas de determinadas drogas da categoria 1, além de multa. No caso investigado, as autoridades afirmam que a brasileira pode pegar prisão perpétua.

O porta-voz da Polícia de Bali, Ariasandy, declarou à AFP que as autoridades pretendem manter o combate rigoroso à entrada e à circulação de drogas na ilha.

A Indonésia possui uma das legislações antidrogas mais severas do mundo, incluindo pena de morte, embora qualquer punição dependa do andamento do processo e de uma eventual condenação judicial.

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