Sindicância conduzida pelo Conselho Regional de Medicina do Amazonas (Cremam) apontou indícios de irregularidades e falhas em diferentes etapas do atendimento prestado a Benício Xavier, de 6 anos, morto em novembro de 2025. Os profissionais envolvidos passarão a responder a processos ético-profissionais.
De acordo com a investigação, a via e a dosagem prescritas não eram indicadas para o quadro clínico da criança. Após a aplicação, o menino sofreu múltiplas paradas cardíacas e não resistiu.
Segundo o advogado Ricardo Albuquerque, que representa a família de Benício Xavier, a sindicância apontou possíveis infrações éticas cometidas por profissionais que atuaram tanto no pronto-socorro quanto na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
Além dos médicos diretamente envolvidos no atendimento, também foram instaurados processos contra profissionais ligados à coordenação da pediatria e à diretoria clínica da unidade hospitalar.