A Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) indiciou a médica Juliana Brasil, a técnica em enfermagem Rayza Bentes e outros dois diretores do Hospital e Pronto-Socorro Santa Júlia pela morte de Benício Xavier, de 6 anos. O menino morreu em novembro do ano passado após receber uma dose incorreta de adrenalina por via intravenosa.
A investigação aponta que a criança faleceu após receber uma dose incorreta de adrenalina diretamente na veia, quando o protocolo para o quadro de tosse e suspeita de laringite previa o uso do medicamento via nebulização.
Nas redes sociais, Joyce Xavier, mãe de Benício, expressou alívio com o avanço jurídico e a dor da perda irreparável.
“Só Deus sabe o quanto estou aguardando esse dia, de ver todos os responsáveis pela morte de Benício pagar o que fizeram com ele! A vitória vem (...) O que mais dói é saber que não teremos o Benício de volta, mas crendo que a Justiça será feita. Juliana Brasil vai pagar pelo que fez, a técnica Raiza também, e todos os envolvidos”, publicou a mãe.
O Hospital Santa Júlia informou, por meio de nota, que segue colaborando com as autoridades. O caso agora será encaminhado ao Ministério Público, que irá decidir sobre o oferecimento de denúncia à Justiça.
Caso
O caso aconteceu na madrugada do dia 23 de novembro, quando Benício foi levado ao Hospital Santa Júlia com sintomas de tosse seca e suspeita de laringite. Conforme apurado pela polícia, ele recebeu a prescrição de lavagem nasal, soro, xarope e três doses de 3 ml de adrenalina intravenosa, a serem aplicadas a cada 30 minutos — procedimento considerado inadequado por especialistas, já que, em quadros respiratórios, a substância costuma ser administrada por nebulização e em doses reduzidas.