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Caso Djidja: grupo coletava ketamina em clínicas veterinárias e distribuía nos salões de beleza

As investigações em torno da morte de Djidja Cardoso seguem em andamento. Polícia apreendeu serigas, agulhas e medicamentos

Material apreendido pela Polícia Civil 

A Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), por meio do 1º Distrito Integrado de Polícia (DIP), deflagrou na quinta-feira (30/05), a Operação Mandrágora, que culminou nas prisões preventivas de quatro membros de uma seita religiosa, responsáveis por fornecer e distribuir a substância ketamina, além de incentivar e promover o uso da droga de forma recreativa. Também foram cumpridos mandados de busca e apreensão.

As investigações desenvolvidas pelo 1º Distrito Integrado de Polícia (DIP) iniciaram há aproximadamente 40 dias, tendo sido identificado que o grupo coletava a droga ketamina em clínicas veterinárias e realizava a distribuição do fármaco entre os funcionários da rede de salões de beleza da família Cardoso.

“Ao longo das investigações, tomamos conhecimento de que Ademar também foi responsável pelo aborto de uma ex-companheira sua, que era obrigada a usar a droga e sofria abuso sexual quando estava fora de si. A partir desse ponto, as diligências se intensificaram e identificamos uma clínica veterinária que fornecia medicamentos altamente perigosos para o grupo da seita”, disse Cícero Túlio.

Durante buscas realizadas na tarde de quinta-feira (30/05) e na manhã desta sexta-feira (31/05), foram apreendidas centenas de seringas, produtos destinados a acesso venoso, agulhas e ketamina foram apreendidos, além de aparelhos celulares, documentos e computadores na residência da família e no salão de beleza e em uma clínica veterinária.

Investigação DEHS

As investigações sobre a morte de Dilemar Cardoso Carlos da Silva, 32 anos, conhecida como “Djidja Cardoso”, estão sendo conduzidas pela DEHS. Djidja foi encontrada sem vida na manhã de terça-feira (28/05), em sua residência no bairro Cidade Nova.

Ademar e Cleusimar são, respectivamente, irmão e mãe da vítima. A suspeita é que Djidja possa ter sofrido uma overdose devido ao uso indiscriminado da ketamina durante um dos rituais da seita religiosa liderada pela família.

“Eles induziam os seguidores a acreditar que, com a utilização compulsória da ketamina iriam transcender a outra dimensão e alcançar um plano superior e a salvação”, explicou o delegado.

Segundo o delegado Danniel Antony, adjunto da DEHS, a morte dela está envolta na possibilidade do uso de medicamentos fármacos narcolépticos e psicotrópicos, havendo também a possibilidade de ter ocorrido um excesso da droga que possa tê-la levado à morte em relação à seita da família.

“Estamos investigando a situação, mas a questão da autoria de alguém que possa tê-la medicado ainda está sob investigação na DEHS. Estamos em uma fase preliminar em relação à coleta de depoimentos e informações, incluindo áudios e mídias que circulam em redes sociais e aplicativos de mensagens, para verificar sua veracidade”, detalhou Antony.

Procurado

A Polícia Civil segue as diligências, a fim de localizar e prender Marlisson Vasconcelos Dantas, que era funcionário do estabelecimento e também possui envolvimento nos crimes.

“Quem tiver informações sobre o paradeiro de Marlisson, deve entrar em contato pelos números (92) 98116-9099, do 1º DIP, ou pelo 181, da Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM)”, informou Túlio.

Procedimentos

O grupo responderá por tráfico de drogas, associação para o tráfico de drogas, colocação em perigo da saúde ou da vida de outrem, falsificação, corrupção, adulteração de produtos destinados a fins terapêuticos e medicinais, aborto provocado sem consentimento da gestante, estupro de vulnerável, charlatanismo, curandeirismo, sequestro, cárcere privado e constrangimento ilegal. Eles serão submetidos a audiência de custódia e permanecerão à disposição da Justiça.

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