Eirunepé, Itamarati e Boca do Acre estão em situação de emergência devido à cheia dos rios. O aumento antecipado do nível das águas é atribuído ao volume de chuvas acima da média registrado desde o ano passado.
De acordo com o meteorologista Leonardo Vergastas, pesquisador do Laboratório de Modelagem do Sistema Climático Terrestre (LabClim) da Universidade do Estado do Amazonas, os acumulados elevados foram identificados principalmente nas cabeceiras dos rios Jutaí, Juruá e Purus.
"Isso de fato já impactou em níveis acima da normalidade ainda em dezembro do ano passado e basicamente em janeiro deste ano, esses municípios sofreram aí de fato com o processo de cheia antecipada, uma cheia fora do período", explicou em entrevista a Rádio Rio Mar.
O pesquisador explica que, historicamente, os níveis máximos costumam ser registrados em março. No entanto, em municípios como Ipixuna, Eirunepé e Itamarati, já há sinais de oscilação, com variações diárias de subida e descida.
"Isso já é um indicativo de que, possivelmente, nas próximas semanas, a gente comece também a ver um processo de descida mais gradual nessas localidades, diminuindo o impacto do efeito das cheias nessa região", destacou o pesquisador.
A Defesa Civil alerta que o pico da cheia nos rios Juruá e Purus ainda pode ocorrer nas próximas semanas.
Situação no Amazonas
Atualmente, nove municípios estão em estado de alerta:
Lábrea
Canutama
Tapauá
Pauini
Envira
Ipixuna
Guajará
Carauari