Parintins (AM) – A Ilha de Parintins ferve sob um calor de 42 graus à sombra. No entanto, ninguém se intimida diante do caldeirão e as ruas continuam lotadas, num vai e vem constante, a pé, de carro, moto, bicicleta ou tuk-tuk. Os que tentam recarregar as baterias em meio à estafa pedem ajuda à Nossa Senhora do Carmo, padroeira da ilha, e acabam entrando na catedral, no Centro de Parintins, não para rezar, mas para se refrescar com o vento dos ventiladores.
A dois dias do festival, a previsão é de que Parintins receba mais de 120 mil visitantes durante os dias de farra bovina, apesar dos preços salgados das passagens de avião (R$ 4 mil) e de barco (R$ 800).
Nesta quinta-feira (25), a empresa aérea que opera em Parintins realizará 20 voos.
Não é só o efeito estufa que faz a ilha pegar fogo. A economia do município também está aquecida. Os números mais recentes apontam que o Festival Folclórico de Parintins deve movimentar entre R$ 180 milhões e R$ 184 milhões na economia local. Para a edição de 2025, a estimativa oficial foi de R$ 184 milhões, com a chegada de cerca de 120 mil visitantes à ilha.



Fotos: Mário Adolfo