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Comissão aprova fornecimento de remédios para pessoas com autismo no SUS

Projeto segue em análise na Câmara dos Deputados. Distribuição deverá atender a protocolos do Ministério da Saúde

Foto: Divulgação 

Foi aprovado o substitutivo do relator, deputado Amom Mandel (Cidadania), ao Projeto de Lei 973/23, do deputado Saullo Vianna (União). As informações são da Câmara dos Deputados.

A redação original estabelecia que o SUS deveria fornecer qualquer medicamento prescrito por um médico, da rede pública ou privada. No entanto, o relator argumentou que a medida seria inviável por obrigar o SUS a fornecer medicamentos sem registro na Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para esse fim, o que contraria a legislação e traria riscos aos pacientes.

Segundo Amom Mandel, a proposta original poderia obrigar o SUS a financiar tratamentos “sem avaliação de eficácia, segurança, acurácia, efetividade e custo-efetividade”.

“Propomos assegurar aos pacientes com TEA o fornecimento de medicação por meio da elaboração de protocolo clínico e diretrizes terapêuticas para tratamento das comorbidades e dos seus sintomas mais frequentes, conforme as melhores evidências científicas disponíveis”, afirmou o relator em seu parecer.

A proposta altera a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista.

Próximos passos

O projeto, que tramita em caráter conclusivo, segue agora para análise das comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Para virar lei, o texto precisa ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.

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