No estado do Amazonas, o custo médio de vida mensal é de R$ 2.990. O gasto que inclui diversas despesas, como moradia, contas recorrentes, supermercado, transporte, saúde, educação, lazer, alimentação e compras em geral, foi calculado pela Serasa em parceria com o instituto Opinion Box na pesquisa "Custo de Vida no Brasil". No país, esse custo é de R$3.520 por mês.
No estado, despesas com compras em supermercados alcançam, em média, R$ 740, enquanto as contas recorrentes atingem R$ 570. Com transporte e mobilidade, quem mora no Amazonas gasta R$ 320 e R$ 280, respectivamente, em média. Também no estado a despesa média mensal com lazer é de R$ 270 e compras em geral de R$ 400.
No caso dos gatos com moradia, a média mensal nacional é de R$ 1.100 por mês, com o maior valor registrado no Sul (R$ 1.310) e o menor no Nordeste (R$ 800). O Norte aparece com uma média de R$ 1.020.
“As variações regionais mostram que o custo de vida está diretamente ligado ao contexto econômico local. Em regiões onde os preços são mais elevados, as despesas essenciais passam a consumir uma parcela ainda maior da renda disponível”, diz Aline Vieira, especialista da Serasa em educação financeira.
Nos gastos com transporte e mobilidade, o brasileiro desembolsa, em média, R$ 350 por mês. O valor chega a R$ 410 no Sul e recua para R$ 270 no Nordeste e R$ 320 no Norte. As despesas com saúde e atividade física têm média nacional de R$ 540, com Sul e Sudeste registrando os maiores gastos. A população do Norte tem um gasto médio de R$ 460.
“O detalhamento das despesas mostra que o impacto do custo de vida varia de forma significativa entre as regiões do país. As diferenças refletem fatores como preços locais, estrutura de serviços, hábitos de consumo e características econômicas regionais”, comenta a especialista.
Controle de gastos
Mesmo nesse cenário de aperto financeiro, apenas 19% dos entrevistados afirmam considerar fácil gerenciar pagamentos e despesas do dia a dia. No Norte, o percentual de moradores que consideram fácil gerenciar as despesas cai para 14%.
Ao analisar a composição do orçamento mensal, três categorias se destacam como as principais responsáveis pelo peso do custo de vida: compras de supermercado, contas recorrentes e moradia, que juntas concentram 57% dos gastos dos brasileiros. Além de prioritárias, essas despesas também são consideradas as mais difíceis de manter em dia.
“Quando as despesas essenciais ocupam uma fatia tão grande do orçamento, sobra menos espaço para ajustes e imprevistos. Isso torna o planejamento financeiro ainda mais necessário, já que essas contas não podem ser adiadas e gastos emergenciais podem levar ao endividamento”, afirma Aline Vieira.
Nas compras de supermercado, o gasto médio mensal nacional é de R$ 930, com maior valor no Sul (R$ 1.110) e menor no Nordeste (R$ 780). A média do Norte é de R$ 840. Nas contas recorrentes, que incluem despesas como água, luz, internet e streaming, a média mensal brasileira é de R$ 520, chegando a R$ 590 no Centro-Oeste e caindo para R$ 420 no Nordeste. No Norte o gasto médio com esse tipo de despesa é R$ 530.
Gastos com moradia, que incluem aluguel, condomínio ou financiamento, também apresentam forte variação regional. O custo médio mensal nacional é de R$ 1.100 por mês, com o maior valor registrado no Sul (R$ 1.310) e o menor no Nordeste (R$ 800). O Norte aparece com uma média de R$ 1.020.
“As variações regionais mostram que o custo de vida está diretamente ligado ao contexto econômico local. Em regiões onde os preços são mais elevados, as despesas essenciais passam a consumir uma parcela ainda maior da renda disponível”, explica Aline.
Diferenças regionais
Nos gastos com transporte e mobilidade, o brasileiro desembolsa, em média, R$ 350 por mês. O valor chega a R$ 410 no Sul e recua para R$ 270 no Nordeste e R$ 320 no Norte. As despesas com saúde e atividade física têm média nacional de R$ 540, com Sul e Sudeste registrando os maiores gastos. A população do Norte tem um gasto médio de R$ 460.
No lazer, o gasto médio mensal é de R$ 340, com o Sul com o maior valor (R$ 400) e o Nordeste registrando o menor valor (R$ 270). Os moradores do Norte gastam cerca de R$ 290. Em educação, a média brasileira chega a R$ 620 por mês, com destaque para o Sudeste (R$ 730) e o Sul (R$ 700), enquanto o Norte apresenta gasto médio de R$ 420.
Em compras em geral, como gastos com calçados, cosméticos e com pets, a média mensal brasileira é de R$ 390, com variações mais moderadas entre as regiões – ainda assim com o Norte aparece acima da média (R$ 430).
“O detalhamento das despesas mostra que o impacto do custo de vida varia de forma significativa entre as regiões do país. As diferenças refletem fatores como preços locais, estrutura de serviços, hábitos de consumo e características econômicas regionais”, comenta a especialista.
Mesmo diante do peso do custo de vida, a mudança de cidade ainda não é vista como uma alternativa para a maioria dos brasileiros. Apenas 1 em cada 10 entrevistados considera se mudar em 2026 com o objetivo de reduzir despesas.
“Os dados reforçam que o principal desafio está mais relacionado à reorganização do orçamento do que à mobilidade geográfica. A média de gastos dos brasileiros ainda é maior que o salário-mínimo projetado e isso mostra o quanto é preciso se planejar financeiramente, anotar os gastos e cuidar do orçamento para que seja possível fechar as contas sem cair em dívidas”, conclui a especialista.