Dez policiais militares, entre eles um capitão da Polícia Militar do Amazonas (PMAM), foram presos preventivamente durante a operação Simulacrum, deflagrada pelo Ministério Público do Amazonas (MPAM), na manhã desta sexta-feira (13/03). Eles são investigados pela morte de João Paulo Maciel dos Santos durante intervenção policial, em outubro de 2025, no bairro Vila da Prata, zona oeste de Manaus.
O caso ganhou ampla repercussão, após a divulgação de imagens registradas no momento dos fatos. A operação é conduzida pelas 60ª e 61ª Promotorias de Justiça Especializadas no Controle Externo da Atividade Policial e Segurança Pública (Proceapsp), sob a titularidade dos promotores Armando Gurgel Maia (60ª) e Daniel Silva Chaves Amazonas de Menezes (61ª), e destina-se ao cumprimento de mandados judiciais expedidos pela 1ª Vara do Tribunal do Júri da Capital.
Ao todo, 19 policiais militares foram denunciados, com 11 denúncias por homicídio qualificado e 12 por fraude processual — quatro respondem pelos dois crimes.
A decisão judicial determinou o cumprimento de 38 mandados, sendo 11 de prisão preventiva - 10 já se encontram recolhidos no Batalhão das Rondas Ostensiva Cândido Mariano (Rocam), no Distrito Industrial -, 19 de busca e apreensão e oito de medidas cautelares diversas de prisão.
Entre os denunciados já presos está um capitão da Polícia Militar. Um PM não foi recolhido porque está de férias fora do estado.
O cumprimento das medidas contou com o apoio da PMAM, via equipes da Diretoria de Justiça e Disciplina (Polícia Judiciária Militar), e colaboração da unidade de origem dos policiais envolvidos, a Rocam.
Posicionamento
A PMAM informou que trabalha para realizar a prisão do policial que não se encontrado no Amazonas. Segundo a corporação, medidas administrativas e disciplinares cabíveis também já foram adotadas, conforme previsto nas normas institucionais.
"A Polícia Militar do Amazonas destaca, ainda, que é formada, em sua ampla maioria, por homens e mulheres íntegros, que diariamente se dedicam à proteção da sociedade amazonense e ao cumprimento da lei, reafirmando o compromisso permanente da instituição com a legalidade, a disciplina e o interesse público", diz trecho da nota.
Simulacrum
O nome da operação faz referência à conclusão apresentada na denúncia do Ministério Público acerca da simulação de prestação de socorro e da alteração da cena do crime. O processo tramita perante a 1ª Vara do Tribunal do Júri da Capital.
“As duas Proceapsp cumprem o seu papel dentro do Ministério Público, que é agir no controle da atividade policial. A ação teve o apoio total dos comandos da Polícia Militar e da Rocam, que nos auxiliaram e seguem no suporte em todas as etapas da investigação”, afirmou o promotor Armando Gurgel.
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