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Dezessete ministros deixam governo para disputar eleições de 2026

Saídas seguem prazo de desincompatibilização e provocam mudanças em 18 pastas

Maioria das pastas já tem novos titulares definidos

Dezessete ministros do governo federal se afastaram de seus cargos até este sábado (4) para disputar as Eleições 2026. Hoje termina o prazo de desincompatibilização. Das 18 pastas que passaram por troca de comando, 16 já contavam com novos titulares até esta publicação.

A legislação eleitoral determina que ocupantes de cargos ou funções públicas devem se afastar de suas atividades para concorrer a mandatos eletivos. O prazo para essa desincompatibilização termina sempre seis meses antes da data marcada para o primeiro turno das eleições, conforme o g1. Presidente e vice-presidente são exceções e podem continuar na função.

Na sexta-feira (3), o governo publicou a exoneração dos ministros Geraldo Alckmin (Ministério da Indústria, Comércio e Serviços) e Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais).

Durante reunião ministerial na terça-feira (31), o presidente Lula afirmou que, nesta reforma provocada pela regra da desincompatibilização, optou por não chamar para cargos de ministros pessoas que, atualmente, não estão na Esplanada. Segundo o petista, ele fez essa opção para permitir que os trabalhos em andamento nas pastas tenham continuidade.

A maioria dos novos ministros eram secretários-executivos das pastas que passaram a comandar.

Quem saiu e quem assumiu

Entre os ministros que deixaram seus cargos estão Geraldo Alckmin (PSB), Gleisi Hoffmann (PT), Rui Costa (PT), Fernando Haddad (PT), Renan Filho (MDB), Silvio Costa Filho (Republicanos), Simone Tebet (PSB), Marina Silva (Rede) e Macaé Evaristo (PT).

Um caso particular é o do ministro da Pesca e Aquicultura, André de Paula, que foi exonerado da pasta para assumir a chefia do Ministério da Agricultura e Pecuária. Ele não deixou o governo. Apenas substituiu o titular anterior, Carlos Fávaro.

No Ministério da Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin (PSB) deixou o cargo para concorrer à reeleição como vice-presidente. Márcio Elias Rosa, secretário-executivo da pasta, assumiu o ministério.

No Ministério das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT) saiu e deve concorrer ao Senado no Paraná. O substituto ainda não foi anunciado. Após a exoneração da ministra, fica no lugar dela o atual secretário-executivo, Marcelo Costa, de forma interina.

Na Casa Civil, Rui Costa (PT) deixou o cargo e deve concorrer ao Senado na Bahia, estado que governou por oito anos. Miriam Belchior, secretária-executiva da pasta, assumiu o ministério.

No Ministério da Fazenda, Fernando Haddad (PT) saiu e deve se candidatar ao governo de São Paulo. Dario Durigan, secretário-executivo da pasta, assumiu o ministério.

No Ministério dos Transportes, Renan Filho (MDB) deixou o cargo e deve disputar o governo de Alagoas, onde já foi governador por dois mandatos. George Santoro, secretário-executivo da pasta, assumiu o ministério.

No Ministério de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho (Republicanos) saiu da pasta. Ele tinha o plano de ser candidato ao Senado por Pernambuco, mas deve se candidatar à reeleição para deputado no estado. Tomé Barros Monteiro da Franca, secretário-executivo da pasta, assumiu o ministério.

No Ministério do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet (PSB) deixou o cargo e deve concorrer ao Senado em São Paulo. Bruno Moretti, secretário de Análise Governamental da Casa Civil, assumiu o ministério.

No Ministério do Meio Ambiente, Marina Silva (Rede) saiu da pasta. Ela pode mudar de partido e também se lançar ao Senado por São Paulo. João Paulo Ribeiro Capobianco, secretário-executivo da pasta, assumiu o ministério.

No Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania, Macaé Evaristo (PT) deixou o cargo e deve concorrer a uma vaga na Assembleia Legislativa de Minas Gerais. Janine Mello dos Santos, secretária-executiva da pasta, assumiu o ministério.

No Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira (PT) foi substituído por Fernanda Machiaveli, atual secretária-executiva da pasta. Paulo vai disputar a reeleição como deputado federal por São Paulo.

No Ministério da Educação, Camilo Santana (PT) deu lugar a Leonardo Barchini, atual secretário-executivo da pasta. Camilo deve coordenar a campanha de Elmano Freitas (PT) ao governo do Ceará, mas também pode ser o candidato do partido ao cargo.

No Ministério dos Esportes, André Fufuca (PP) foi substituído por Paulo Henrique Cordeiro Perna, atual secretário de Esporte Amador, Educação, Lazer e Inclusão Social do Ministério do Esporte. Fufuca é deputado atualmente e deve ser candidato ao Senado pelo Maranhão.

No Ministério das Cidades, Jader Filho (MDB) deixou o cargo para Antônio Vladimir Lima, atual secretário-executivo da pasta. Jader vai se candidatar a deputado federal pelo Pará.

No Ministério da Igualdade Racial, Anielle Franco (PT) foi substituída por Rachel Barros de Oliveira, atual secretária-executiva da pasta. Anielle vai disputar sua primeira eleição concorrendo a uma vaga na Câmara pelo Rio de Janeiro.

No Ministério dos Povos Indígenas, Sônia Guajajara (PSOL) deu lugar a Eloy Terena, atual secretário-executivo da pasta. Sônia disputará a reeleição como deputada federal por São Paulo.

No Ministério do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, Márcio França (PSB) foi substituído por Tadeu de Alencar, ex-deputado federal pelo PSB. França deixou o cargo e deve se candidatar às eleições em São Paulo, sendo cotado como uma das alternativas a vice de Fernando Haddad, ou pode concorrer ao Senado pelo estado.

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