O major Galeno Edmilson de Souza Jales, diretor do Núcleo Prisional da Polícia Militar do Amazonas (PMAM), foi preso nesse sábado (28) por determinação do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM).
A prisão preventiva foi decretada pelo juiz plantonista Luís Alberto Nascimento Albuquerque, que aponta o oficial como o principal responsável pela carceragem de onde mais de 20 policiais detidos saíram sem qualquer autorização legal na última sexta-feira (27/2).
Na decisão, o magistrado afirma que a medida foi decretada “em garantia da ordem pública e por conveniência da instrução criminal”, em consonância com promoção ministerial.
O juiz destacou ainda que a prática de "portas abertas" na unidade parecia ser recorrente e que a responsabilidade não poderia ser atribuída apenas aos subordinados, mas sim ao comando hierárquico.
De acordo com o mandado, a prisão tem como fundamento o artigo 178 do Código Penal Militar (Lei 1.001), com base nos artigos 255 e seguintes do Código de Processo Penal Militar, combinados com disposições do Código de Processo Penal comum. O documento tem validade até 28 de fevereiro de 2034.
Posicionamento
Em nota, a PMAM informou que a prisão foi cumprida pela Diretoria de Justiça e Disciplina (DJD), como parte das medidas disciplinares e administrativas determinadas pelo Comando da corporação para apuração e responsabilização dos envolvidos no episódio registrado no estabelecimento prisional.
Segundo a PMAM, o Comando de Policiamento Especializado (CPE) assumiu a guarda do Núcleo Prisional.
A corporação reafirmou compromisso com a legalidade, a transparência e o rigor na apuração dos fatos. Até o momento, não foram detalhadas informações sobre eventual participação direta do oficial na fuga de policiais militares da unidade, nem houve atualização oficial sobre a recaptura de todos os envolvidos.
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