
A temperatura subiu na manhã desta terça-feira durante o debate entre os candidatos ao Governo do Amazonas, realizado pela TV Norte. Omar Aziz (PSD), Roberto Cidade (União Brasil), David Almeida (Avante), Maria do Carmo (PL) e Isael Munduruku (Rede) partiram, em alguns momentos, para o confronto direto, a ponto de o mediador precisar interferir.
O embate mais acalorado aconteceu entre Omar e Cidade, quando os dois chegaram a citar familiares e contratos com o poder público.
O arranca-rabo começou quando o candidato do União Brasil perguntou ao senador o que ele fez, quando foi governador, para combater a fome no Amazonas.
Omar passou a citar outros programas de seu governo, e Cidade insistiu:
— Perguntei sobre programa de alimentação.
Quando Omar falou sobre habitação, Cidade perguntou de onde vieram os recursos para a construção das casas.
— Foi recurso do Estado ou foi recurso que você conseguiu junto ao Banco Internacional, ao BIRD, ao Banco do Brasil? — perguntou Roberto Cidade.
— Não, não. Isso aí tem recurso do Estado e tem um projeto Minha Casa, Minha Vida. E sabe por quê? Porque nós temos uma relação [com o governo federal]. E aí é uma autoridade que se impõe e consegue trazer isso. Você, como não tem autoridade nenhuma…
Cidade interrompeu:
— Tenho autoridade e estou fazendo um grande governo.
— Um bom governo? — questionou Omar, rindo.
Não muda de assunto
O governador disse que Omar estava desviando do tema e que não havia respondido sobre programas destinados ao combate à fome e à pobreza no Amazonas.
Segundo Cidade, o senador levou a discussão para a construção de casas e outras obras realizadas em parceria com o governo federal e por meio de operações de crédito.
— Bem, eu peguei muito menos crédito que o teu governo — disparou Omar.
Aliado de Wilson
Cidade tentou se defender argumentando que assumiu o Governo do Estado há poucos meses.
— Eu estou há quatro meses no governo.
Omar rebateu:
— Então você nega que é aliado do Wilson Lima? Diga isso…
Família no meio
Cidade respondeu dizendo que Omar também já foi aliado de Wilson Lima.
— Você também já foi aliado [do Wilson Lima], tanto que tem contratos da sua família no governo até hoje, inclusive de locação — acusou Roberto.
Omar reagiu:
— Tenha vergonha! Disfarça o contrato da sua família!
— A minha família é respeitada!
— Respeitada? Respeitada? Eu conheço a tua família, Roberto. Conheço bem a tua família. Conheço todos, por sinal — respondeu Aziz.
Quanto tua família recebeu?
Quando Cidade tentou encerrar o assunto “família”, Omar foi para cima:
— E, se você quer discutir a questão da família…
— Eu acho que não é bom entrar — respondeu Cidade.
Omar insistiu:
— Não, não. Eu acho bom. Quer falar sobre a Maus Caminhos? Vamos falar. Quer falar sobre o quê? Quer falar sobre a Maus Caminhos? Vamos falar.
Cidade tentou retornar ao tema original:
— Eu perguntei sobre auxílio estadual. Vamos falar sobre isso. O que você fez em relação ao auxílio?
Omar voltou à carga:
— Quanto a tua família recebeu nesses anos?
Respondo pelo meu CPF
Cidade se defendeu afirmando que nunca contratou serviços de empresas de sua família durante sua passagem pelo Executivo ou pela Assembleia Legislativa.
— Eu nunca aluguei nada de família, nem enquanto governador nem como presidente da Assembleia. Eu tenho CPF e respondo pelo meu CPF — afirmou Cidade.
Nesse momento, o mediador do debate interrompeu o confronto e desligou os microfones.
“Escala da morte”
O ex-prefeito David Almeida criticou o Ronda no Bairro e afirmou que, devido às longas jornadas de trabalho, o programa teria ficado conhecido entre policiais civis e militares pela expressão “escala da morte”.

Omar Aziz lembrou que David elogiava o programa quando era líder de seu governo na Assembleia Legislativa.
— Diga aí para os eleitores: “Quando eu fui líder do governo Omar…”
Sobrou pro Rotta
Na carona do debate sobre o Ronda no Bairro, Omar se virou para a lateral do estúdio e deu um “cascudo” político em seu ex-aliado Marcos Rotta, que também foi vice-prefeito de David Almeida.
— O Marcos Rotta, que está ali, também elogiava o programa no “Exija Seus Direitos”. Hoje ele está com o Cidade!
Rotta já foi aliado de Omar Aziz, Eduardo Braga, Amazonino Mendes, Arthur Virgílio, David Almeida e, agora, Roberto Cidade.
Cutucando Maria
Se o embate entre Omar e Cidade foi intenso, David Almeida (Avante) e Maria do Carmo (PL) também não deixaram por menos.
Em determinado momento, o ex-prefeito partiu para cima de Maria e criticou o curso de Medicina da Fametro, instituição comandada pela candidata.
— Cobra mensalidades elevadas, que chegam a R$ 10 mil, e o curso é de péssima qualidade! — atacou David.
Pane no elevador
Nas considerações finais, David ainda deu outra cutucada na candidata bolsonarista.
Ao fazer uma avaliação dos adversários, Almeida disparou:
— A Maria do Carmo não consegue resolver o problema do elevador da faculdade dela, muito menos o muro da sua faculdade, e acha que vai resolver o problema do Amazonas.
Maria ataca Bob City
Depois do confronto com David, Maria voltou sua artilharia para Roberto Cidade ao trazer para o debate a questão dos contratos públicos envolvendo empresas ligadas a familiares — tema que já havia provocado o embate entre Cidade e Omar Aziz.

Elevou o tom
Maria questionou o crescimento dos valores recebidos por um consórcio que envolve a empresa Logic Pro e, elevando o tom de voz, cobrou explicações do governador durante o debate.
— Explique pro povo do Amazonas. Pro povo! Não é pra mim, é pro povo! — disparou a candidata do PL.
A defesa de Bandiera
Antes da sessão do Tribunal Pleno do TJAM desta terça-feira (22), o desembargador Cezar Luiz Bandiera distribuiu aos colegas um memorial em que apresenta as razões de sua candidatura à Vice-Presidência do Tribunal de Justiça do Amazonas.

O pleito está previsto para a próxima terça-feira, 29 de setembro, quando os desembargadores deverão escolher os integrantes da administração da Corte para o próximo biênio.
46 anos de magistratura
Entregue diretamente aos pares, o documento tem três páginas e faz uma espécie de prestação de contas da trajetória de Bandiera no Tribunal.
Em tom pessoal, o desembargador enumera experiências, funções exercidas e iniciativas das quais participou ao longo de 46 anos de magistratura.
Merecimento
O primeiro argumento é a própria trajetória.
Bandiera ingressou na magistratura amazonense em outubro de 1980 e afirma que, em 46 anos de carreira, jamais sofreu uma punição. É um dado que ele apresenta aos colegas como parte do conjunto de razões que sustentam sua candidatura.
Legado
O memorial também passa pelo que Bandiera considera realizações de sua carreira: participação na introdução da informática no Tribunal, criação da Central de Mandados, implementação do Selo de Controle e organização do arquivo da Corte.
Experiência no CNJ
Há ainda um capítulo fora do TJAM.
Bandiera lembra que foi convocado pela ministra Nancy Andrighi para atuar por dois anos como juiz auxiliar da Corregedoria Nacional de Justiça, no Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
Agora é com o Pleno
No encerramento, Bandiera transforma a exposição em um pedido aos colegas: quer que sua candidatura seja analisada à luz da tradição que afirma existir há mais de uma década e espera contar com o apoio dos demais desembargadores.
O memorial está entregue. Os argumentos também.
A partir de agora, a palavra passa aos desembargadores que participarão da eleição marcada para o dia 29. A disputa pela Vice-Presidência entra, assim, na reta final.
“BRASIL NÃO CABE NO QUINTAL DE NINGUÉM!”
HISTÓRICO! Lula vai pra cima dos EUA:
— Alfredinho ⭐️ (@ptalfredinho) September 22, 2026
"Brasil não cabe no quintal de ninguém”
Lula gigante! pic.twitter.com/ViNJKJuxwq
Lula defende soberania brasileira e é aplaudido durante discurso na Assembleia Geral da ONU
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) usou o púlpito da 81ª Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York, para defender a soberania brasileira e criticar interferências externas na América Latina.
O Brasil foi o primeiro país a discursar na abertura do debate geral, seguindo uma tradição mantida há décadas na Assembleia Geral da ONU.
— Na América Latina e Caribe, a proximidade geográfica com a maior potência militar do mundo é inescapável, sobretudo num contexto de recrudescimento de tentações hegemônicas — afirmou Lula.
Em seguida, veio a frase que marcou o discurso:
— O Brasil não cabe no quintal de ninguém!
A declaração foi aplaudida no plenário. Lula acrescentou que o Brasil precisa de parceiros com uma agenda positiva, capazes de fomentar o desenvolvimento, e defendeu que divergências ideológicas não impeçam uma maior integração entre os países vizinhos.
Lula também tratou do combate ao crime organizado e afirmou que o Brasil não vai “terceirizar a responsabilidade” de defender suas fronteiras e garantir à população o direito de viver sem medo.
— Não precisamos de porta-aviões vigiando nossas águas. Precisamos de cooperação para estancar o fluxo de armas e de dinheiro que abastece o crime organizado — afirmou.
ORGULHO

Cauã Reymond fará parte do elenco regular da segunda temporada de “Tudo é Justo”, produção criada por Ryan Murphy.
O ator brasileiro se junta a nomes como Kim Kardashian, Naomi Watts, Niecy Nash-Betts, Teyana Taylor, Matthew Noszka, Sarah Paulson e Glenn Close.
Com a entrada na produção, Reymond passa a integrar o elenco de uma obra assinada por Murphy, responsável por séries como “American Horror Story”, “Glee”, “American Crime Story” e “Monstro”.
A segunda temporada da série foi confirmada pelo Hulu em novembro de 2025. Até o momento, porém, a plataforma ainda não anunciou a data de estreia dos novos episódios.
No Brasil, a série está disponível no Disney+.
VERGONHA

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) entrou no centro de uma investigação sobre emendas parlamentares destinadas a entidades do terceiro setor no Rio de Janeiro.
Um dos repasses sob apuração é de R$ 199.999,79, destinado ao Instituto de Formação Profissional José Carlos Procópio (Ifop), entidade que, segundo as investigações, possui ligações com personagens envolvidos no caso Marielle Franco.
Mensagens obtidas pela Polícia Federal indicam que uma então assessora do gabinete de Flávio Bolsonaro negociou a liberação de recursos com Robson Calixto Fonseca, conhecido como “Peixe”, condenado no processo relacionado ao assassinato da vereadora Marielle Franco e apontado nas investigações como ligado aos irmãos Brazão.
O recurso de R$ 199.999,79 foi destinado em 2023 ao Ifop, no Rio de Janeiro. A Polícia Federal apura suspeitas relacionadas à aplicação desses recursos e a outros repasses destinados à entidade. A assessoria de Flávio Bolsonaro afirma que as emendas foram destinadas de acordo com a legislação e com base em critérios técnicos.
OUTRAS PALAVRAS

“TODAS AS VEZES QUE VOU AO CINEMA, É MÁGICO, E NÃO INTERESSA QUE FILME É.” (Steven Spielberg)