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Dito & Feito - Vale tudo pela cadeira de governador do Estado

A guerra está declarada entre os grupos políticos de Omar Aziz (PSD) e Roberto Cidade (União). É como se não existisse as candidaturas de Maria do Carmo (PL) e David Almeida (Avante)

Charge de Mário Adolfo
marioadolfoemtempo@gmail.com

O Estado do Amazonas poderá viver a mais acirrada campanha eleitoral de sua história, pelo veneno que os candidatos estão destilando na pré-campanha. Na terça-feira, o União Brasil lançou a candidatura à reeleição do governador tampão Roberto Cidade. E aí foi um festival de discursos contundentes, com vários chutes na canela. E o discurso agressivo não veio só de um lado. Foi uma resposta, também, aos candidatos Omar Aziz (PSD), ao governo, e Eduardo Braga (MDB), ao Senado. Segunda-feira (06), ao lançar o eixo 2 do Plano Estratégico de Desenvolvimento do Amazonas, Omar baixou o sarrafo no atual governo, aliado do ex-governador Wilson Lima. O senador não poupou nem o estilo “dançarino” do ex-governador.

— É um governo sem autoridade. É um governo que sabe dançar, bater no peito, dizendo que resolve os problemas, mas não resolve absolutamente nada! — arregaçou Omar.

A sessão “deixa que eu chuto” não parou por aí. No lançamento da candidatura de Cidade, o ex-governador Wilson Lima, candidato ao Senado, deu o troco, cutucando no ponto mais vulnerável de Omar:

— Senador, o processo da Maus Caminhos está adormecido na Justiça, mas ele está muito presente na mente das pessoas. Nós não vamos voltar ao passado — afirmou Wilson.

Em seguida, mirou na “menina dos olhos” de Omar, o programa de segurança “Ronda nos Bairros”.

— O Ronda nos Bairros foi o pior programa de segurança pública da história do Estado — disse. Em seguida, afirmou que, naquele período, houve a primeira greve da Polícia Militar e que os policiais atuavam sem estrutura adequada.

Vai prender nada!

Roberto Cidade, que tenta mostrar um comportamento mais “moderado”, também bateu. Mas sem citar o nome de Omar. Segundo ele, tem senador “achando que tem poder sobre instituições”.

— Tem político que é senador, mas age como ministro do STF, age como superintendente da Polícia Federal e diz que vai prender todo mundo. Vai prender nada, porque aqui só tem homem de bem! — detonou Cidade.

Morde e assopra

Ao mesmo tempo em que dispara farpas de forma indireta, Cidade tenta vender a imagem de político “conciliador e do diálogo”.

— Vou responder aos ataques com trabalho, amor e respeito.

Mas logo em seguida avisa que está pronto para a guerra.

— Não vou arregar e nem dar um passo atrás! — avisou o governador.

David e Madu ignorados

O mais interessante nesse esquenta da pré-campanha é que tanto Roberto Cidade quanto Omar Aziz ignoram por completo as candidaturas de Maria do Carmo (PL) e David Almeida (Avante).

Omar Aziz e Eduardo Braga escolheram Wilson Lima e Roberto Cidade como adversários. Na mesma pegada em que Lima e Cidade escolheram Omar e Eduardo para o centro do ringue.

Agradeça ao Lula

Em meio a todo esse caldeirão de ataques, o vereador Zé Ricardo (PT) deu uma cutucada na bolsonarista Maria do Carmo (PL), que volta e meia dispara críticas infundadas contra o presidente Lula, responsável por tudo que existe de bom no Amazonas.

— Ela deveria agradecer todo dia ao presidente Lula por beneficiar sua faculdade, a Fametro, por meio das políticas de expansão do ensino superior privado implementadas durante os seus governos.

Os sem terra da Zona Franca

A Zona Franca de Manaus já enfrentou muitos problemas. Entre eles, a perseguição por entidades empresariais de São Paulo.

Agora, falta de terrenos é a primeira vez. De acordo com o jornal Folha de S. Paulo, o Polo Industrial de Manaus (PIM) está ficando sem terrenos industriais para receber novas fábricas. O problema, que vinha sendo discutido nos bastidores, passou a ser tratado como prioridade pelo Conselho de Administração da Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus).

Ricos, porém sem terra

O gargalo físico ocorre depois de o Congresso Nacional garantir, na reforma tributária, a manutenção de vantagens fiscais à Zona Franca até 2073. Empresas que se instalam no local recebem incentivos, como redução ou isenção de impostos federais e estaduais.

Em troca, precisam comprovar a instalação de unidade fabril em Manaus, gerar empregos e cumprir quantitativos mínimos de produção local definidos pelo governo.

Zona Franca de Manaus espera 200 fábricas em três anos e já busca terrenos
Expansão do Polo Industrial leva Suframa a procurar novas áreas para instalação de empresas; plano inclui ampliação da zona de ocupação industrial até o quilômetro 35 da AM-010

“Reforma agrária” já!

A preocupação é que a escassez de áreas possa atrapalhar o crescimento do polo industrial.

Para a Suframa, parte do problema é reflexo da forma atual de distribuição de terrenos, considerada lenta. A oferta das áreas depende de licitações feitas apenas de dois em dois anos. A última ocorreu em 2025. A próxima só poderá acontecer em 2027.

131 mil trabalhadores

Atualmente, cerca de 600 indústrias operam na região e empregam cerca de 131 mil trabalhadores diretamente.

A expansão desses números, porém, passou a lidar com a falta de espaço regularizado.

O problema está concentrado nos chamados “distritos industriais”, áreas que concentram infraestrutura pronta para receber novas fábricas.

Brasil sob ameaça americana

O governo dos Estados Unidos classificou como “absurda” a hipótese levantada pelo Itamaraty de ação militar americana no Brasil.

Em nota à CNN, um porta-voz do Departamento de Estado americano rebateu o ofício assinado pelo chanceler Mauro Vieira e enviado à Câmara dos Deputados, em que o Itamaraty alerta para os riscos da classificação do PCC (Primeiro Comando da Capital) e do Comando Vermelho como organizações terroristas.

“Os Estados Unidos estão tomando medidas decisivas, no exercício de sua própria autoridade soberana, para combater narcoterroristas”, afirmou o porta-voz.

Alegações de Trump

A nota também alega que as facções criminosas brasileiras agora operam em território americano e que, por isso, os Estados Unidos devem defender seu povo.

Adversários na Copa…

A eliminação do Brasil pela Noruega nas oitavas da Copa do Mundo de 2026 marcou o encontro recente mais visível entre os dois países para milhões de torcedores.

Passada a disputa, permanece uma realidade mais significativa e duradoura: a extraordinária parceria construída entre o Brasil e a Noruega ao longo das últimas décadas.

… parceiros pela Amazônia

A derrota foi dolorida para os brasileiros, mas, fora do futebol, a relação bilateral segue em outra frente: a cooperação ambiental voltada à proteção de florestas tropicais.

A Noruega renovou essa parceria ao anunciar, em 06 de novembro de 2025, durante a Cúpula de Líderes da COP30, em Belém, um compromisso de até US$ 3 bilhões para o Fundo Florestas Tropicais para Sempre, conhecido pela sigla TFFF.

Brasileiros, pero no mucho

O sentimento dos jogadores da seleção pelo Brasil é “tão grande” que somente um dos 26 jogadores da seleção brasileira voltou no voo fretado oferecido pela CBF após a eliminação para a Noruega nas oitavas de final da Copa do Mundo.

O lateral-direito Danilo, do Flamengo, se juntou a membros do estafe da CBF e da seleção, das áreas de marketing, comunicação e segurança, rumo ao Rio.

Os demais atletas começaram a deixar o hotel The Ridge, em Basking Ridge, Nova Jersey, já na noite de domingo (5), dia da derrota por 2 a 0 para os noruegueses.

Tão nem aí

Neymar, por exemplo, já postou que estava com a família em Orlando.

Já Vinícius Júnior foi para Ibiza, na Espanha, enquanto Endrick ainda foi visto em Morristown, jantando em restaurante.

ENTREGUE AS ARMAS! – Federal faz operação de busca e apreensão na casa de Bolsonaro

O ex-presidente Jair Bolsonaro foi alvo de um mandado de busca e apreensão em sua residência na manhã desta quarta-feira, em uma nova diligência da Polícia Federal autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Segundo a defesa, os agentes chegaram ao local por volta das 7h para cumprir uma ordem que determinava a procura por armas, munições, acessórios e documentos de registro eventualmente ainda em posse do ex-presidente. Nenhum material foi encontrado. Eles deixaram a residência pouco antes das 8h30.

Ao todo, dez armas estão registradas em nome de Bolsonaro, segundo decisão de Moraes que cassou o porte de arma do ex-presidente. Em resposta ao despacho, a defesa sustentou inicialmente que oito delas estavam sob guarda do Exército, enquanto duas já haviam sido entregues à Polícia Federal em 2023, em cumprimento a uma decisão do Tribunal de Contas da União.

Segundo os advogados, a arma em questão, uma espingarda, foi um presente dado ao ex-chefe do Executivo e permanece, desde a aquisição, em uma loja de artigos bélicos em Caxias do Sul (RS), de onde nunca chegou a ser retirada. Inicialmente, a defesa havia informado ao STF que esse armamento também estava sob custódia do Exército, mas corrigiu a informação na petição apresentada na terça-feira.

Segundo a defesa de Bolsonaro, a espingarda Maestro Arms Company, calibre 12, nunca chegou a ser encaminhada ao Exército e permanece sob guarda da empresa importadora. Os advogados sugeriram que Alexandre de Moraes oficie a empresa para confirmar formalmente a custódia da arma e organizar sua apresentação à Polícia Federal, caso necessário.

ORGULHO

A atriz Lucélia Santos voltou aos holofotes internacionais ao ganhar uma reportagem na revista americana The Hollywood Reporter, uma das publicações mais respeitadas da indústria do cinema e da televisão. Tudo pela história de amor da China por ela depois da novela A Escrava Isaura (1976/TV Globo), que até hoje atravessa gerações.

Há mais de 40 anos, Lucélia continua sendo uma das artistas brasileiras mais queridas no país e foi homenageada durante o Festival Internacional de Cinema de Xangai, no mês passado, onde participou de eventos culturais e falou sobre sua longa relação com o público chinês. Lucélia lembra que, na China, havia cessar-fogo na guerra contra a Bósnia (1992/1995) no horário de exibição da novela.

— Eles combinavam que, durante a novela, não tinha bombardeio — contou Lucélia Santos, sorrindo, em entrevista a Cissa Guimarães, no programa Sem Censura, da TV Brasil, no ano passado, desejando que aconteça o mesmo em outras guerras atuais.

E o verdadeiro fenômeno cultural não foi diferente em Cuba, onde a novela também foi exibida. O sucesso também foi tão grande que o racionamento de energia, imposto na época no país, era suspenso durante o horário de A Escrava Isaura. E o Aeroporto Internacional José Martí simplesmente não funcionava enquanto o folhetim estava no ar.

VERGONHA

O pau tá comendo no meio do clã Bolsonaro. Aliados do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, passaram a atribuir a ofensiva pública da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) contra o enteado à influência de informações relacionadas ao caso Banco Master em tramitação no Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo interlocutores de Flávio, a avaliação é de que informações sobre o processo teriam chegado a Michelle por meio do ministro André Mendonça, do STF, responsável pela relatoria do caso Master e por autorizar eventuais novas operações da Polícia Federal (PF).

OUTRAS PALAVRAS

“NÃO DEIXE O MEDO DE PERDER SER MAIOR DO QUE A EXCITAÇÃO DE GANHAR” (Robert Kiyosaki)
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