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Doença da urina preta volta a ser registrada no Amazonas: saiba como se proteger

Em 2021 e 2022, o Amazonas enfrentou um surto da doença, o que mantém a condição sob monitoramento permanente das autoridades de saúde.

As autoridades reforçam que não há recomendação para suspender o consumo de peixe - Foto: Reprodução/Fapeam

A chamada doença da urina preta, tecnicamente conhecida como doença de Haff, voltou a acender o alerta das autoridades de saúde no Amazonas. Três casos foram confirmados em 2025 no município de Itacoatiara, segundo dados divulgados nesta semana pela Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS-RCP).

Apesar de rara, a doença exige atenção porque pode causar rabdomiólise, uma destruição súbita das fibras musculares que pode levar a complicações graves se não for tratada rapidamente.

Como a doença surge

Os casos registrados no Amazonas têm em comum o consumo recente de peixe de água doce, especialmente o pacu, preparado frito ou assado. Os sintomas costumam aparecer horas depois da ingestão, geralmente em até nove horas.

Entre os sinais de alerta estão:

  • dor muscular intensa;
  • rigidez e fraqueza nos músculos;
  • urina escura, semelhante à cor de coca-cola;
  • mal-estar generalizado.

Exames laboratoriais dos pacientes confirmados apontaram níveis elevados de CPK, enzima ligada à lesão muscular. Enquanto o valor normal é de até 200 U/L, os casos analisados chegaram a uma média de 6.400 U/L.

O que fazer para ter cuidado

As autoridades reforçam que não há recomendação para suspender o consumo de peixe, alimento essencial na dieta amazônica. O cuidado está na atenção aos sintomas e na busca imediata por atendimento médico.

Veja as principais orientações:

  • Fique atento após comer peixe: dores musculares fortes e urina escura não são normais e exigem avaliação médica.
  • Procure atendimento imediatamente se os sintomas surgirem poucas horas após a refeição.
  • Evite automedicação, especialmente analgésicos ou anti-inflamatórios, sem orientação médica.
  • Informe o profissional de saúde sobre o consumo recente de pescado.
  • Redobre a atenção em surtos anteriores: o Amazonas já registrou episódios da doença em 2021 e 2022, o que mantém a vigilância ativa.
Três casos de doença de Haff são confirmados em Itacoatiara em 2025
De acordo com a FVC-RCP, dois pacientes eram da mesma família e os episódios aconteceram em junho e dezembro

Casos sob monitoramento

Em 2025, o estado notificou nove casos suspeitos, mas apenas três foram confirmados, todos em Itacoatiara. Dois pacientes pertencem à mesma família e os episódios ocorreram nos meses de junho e dezembro, na zona urbana do município.

A coordenadora do Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde do Amazonas (Cievs-AM), Roberta Danielli, informou que todos os casos passaram por investigação detalhada, em conjunto com as vigilâncias municipais. O objetivo é monitorar a segurança do consumo de pescado e prevenir novos registros.

Alerta sem pânico

A FVS reforça que a doença é rara, mas o histórico recente exige atenção. A recomendação principal é simples: sentiu algo fora do comum após consumir peixe, procure ajuda médica imediatamente. O diagnóstico precoce faz toda a diferença.

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