Na nova edição do Cadastro de Empregadores que submeteram trabalhadores a condições análogas à escravidão, divulgada pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), consta dois empregadores do Amazonas, sendo um deles incluído pela primeira vez. Os registros envolvem ocorrências em Manaus e Tapauá.
Segundo o levantamento, o nome incluído nesta atualização é o de Márcio Fernandes Barbosa, no município de Tapauá (a 565 quilômetros de Manaus). De acordo com o MTE, ele submeteu três trabalhadores a condições degradantes em uma área rural do município, Linha Monte Azul, em 2024.
O outro empregador de Manaus é Gilcimar Modesto da Silva, que já constava em edições anteriores e permanece na lista. Fiscalização realizada em 2023 resultou no resgate de dois trabalhadores em condições degradantes em uma fábrica de móveis instalada na rodovia BR-174, km 82, zona rural da capital.
Sobre a lista
A nova versão inclui 169 empregadores em todo o país, sendo 102 pessoas físicas e 67 pessoas jurídicas, um aumento de 6,28% em relação à atualização anterior. Com essa atualização, a lista passa a conter um total de 613 empregadores. Ressalta-se ainda que, após a inserção no Cadastro, o nome de cada empregador permanece publicado pelo período de dois anos, razão pela qual, nesta atualização, foram excluídos 225 nomes que completaram esse tempo de publicação.
Entre as atividades com maior número de inclusões nesta edição foram: serviços domésticos (23); criação de bovinos para corte (18); cultivo de café (12); construção de edifícios (10); e serviço de preparação de terreno, cultivo e colheita (6). No total, os novos casos incluídos no cadastro resultaram no resgate de 2.247 trabalhadores em situações de exploração e de trabalho análogo à escravidão.
De acordo com o MTE, os nomes só passam a integrar o cadastro após a conclusão de processo administrativo, quando são garantidos contraditório e ampla defesa aos empregadores autuados. Cada registro permanece publicado por dois anos na relação oficial.