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Eduardo Braga será relator do Orçamento da União de 2027, estimado em R$ 7,4 trilhões

Proposta do governo fixa salário mínimo em R$ 1.741 e superávit de R$ 18,6 bilhões; Congresso quer votar até 17 de dezembro

Foto: Divulgação

O senador Eduardo Braga (MDB-AM) será o relator do Orçamento de 2027, o plano que define quanto o governo federal vai arrecadar e gastar no próximo ano. O projeto (PLN 24/2026) foi enviado pelo governo ao Congresso em 31 de agosto e está em análise na Comissão Mista de Orçamento (CMO).

Como relator-geral, Braga irá elaborar o parecer final, com os ajustes nos valores e nas prioridades de gasto. O senador agradeceu a confiança em ter sido escolhido relator do projeto.

“Recebi com honra a missão de ser o relator-geral do Orçamento da União para 2027. Agradeço a confiança dos colegas no Congresso Nacional. Definir onde o país investe é uma responsabilidade enorme e vou me dedicar com total afinco a esse trabalho”, disse.

O total de despesas previsto é de cerca de R$ 7,4 trilhões. O valor inclui o dinheiro usado para refinanciar a dívida pública da União, ou seja, trocar dívidas que vencem por novas.

As chamadas despesas primárias somam R$ 2,576 trilhões. Esse grupo reúne os gastos para manter o governo funcionando, oferecer serviços públicos e fazer obras. O valor é 7,7% maior que o aprovado para 2026.
O governo também projeta superávit primário de R$ 18,6 bilhões em 2027. Isso significa que a arrecadação deve superar os gastos, sem contar o pagamento de juros da dívida.

O salário mínimo previsto é de R$ 1.741. Esse valor serve de referência para o mercado de trabalho e para o cálculo de benefícios pagos pela União, como aposentadorias e auxílios.

A proposta reserva R$ 133,8 bilhões para investimentos do Estado e R$ 44,8 bilhões para emendas parlamentares, que são os recursos que deputados e senadores indicam para destinos específicos, nas modalidades individual e de bancada.

A expectativa no Congresso é que até 17 de dezembro de 2026 ocorram as votações do Orçamento (LOA) e da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), que fixa as regras e metas para a elaboração do Orçamento. Cabe a Braga conduzir o diálogo com os parlamentares para aprovar a proposta.

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