A Eneva deu mais um passo na implantação do Complexo Termelétrico Azulão 950, em Silves, no interior do Amazonas. A companhia concluiu nesta quinta-feira (29) o primeiro teste de acendimento da turbina da UTE Azulão I, etapa considerada um dos marcos mais importantes do cronograma de construção da usina.
O procedimento marca a transição da fase de engenharia e montagem para o início dos testes operacionais do sistema de geração. Durante o processo, a turbina atingiu a condição conhecida como Full Speed No Load (FSNL), quando opera em velocidade máxima sem carga elétrica conectada — requisito técnico fundamental para o avanço das próximas etapas de comissionamento.
Segundo a empresa, o resultado confirma a integração e o funcionamento dos principais sistemas da turbina, validando a conclusão da montagem dos equipamentos essenciais da unidade.
A partir de agora, a UTE Azulão I seguirá para uma série de testes operacionais, incluindo a sincronização com o Sistema Interligado Nacional (SIN), além de avaliações de desempenho, potência máxima e confiabilidade antes da entrada em operação comercial.
Para o diretor de Engenharia, Construção e Montagem da Eneva, Rafael Coitinho, o teste representa um avanço estratégico para o empreendimento.
“Esse procedimento confirma que os sistemas estão prontos para avançar para a fase de testes operacionais. A partir daqui, o projeto segue para etapas igualmente relevantes, sempre com foco em segurança, confiabilidade e desempenho antes do início da operação comercial”, afirmou.

O Complexo Azulão 950 será composto pelas usinas Azulão I e Azulão II, que juntas somarão 950 megawatts (MW) de capacidade instalada. O projeto utiliza gás natural produzido no Campo de Azulão e segue o modelo Reservoir-to-Wire (R2W), desenvolvido pela Eneva para integrar a produção de gás à geração de energia elétrica.
A UTE Azulão I contará com uma turbina a gás de 360 MW. Já a UTE Azulão II será implantada em ciclo combinado, reunindo uma turbina a gás de 360 MW e uma turbina a vapor de 230 MW, totalizando 590 MW.
Quando estiverem em plena operação, as duas unidades terão capacidade para fornecer energia suficiente para abastecer o equivalente a cerca de 4 milhões de residências brasileiras.
Com previsão de início das operações entre 2026 e 2027, o Complexo Azulão 950 é considerado um dos maiores projetos de geração térmica em implantação na região Norte e reforça o papel do Amazonas na expansão da infraestrutura energética nacional.