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Eneva destaca Amazonas como peça estratégica para segurança energética e desenvolvimento sustentável

Relato Integrado 2025 aponta crescimento operacional, expansão de projetos no estado e avanço de iniciativas sociais e ambientais

Segundo a empresa, o estado ocupa posição central na estratégia de expansão energética - Foto: Divulgação

A Eneva, maior operadora privada de gás natural do Brasil, reforçou o papel estratégico do Amazonas em sua atuação nacional ao divulgar o Relato Integrado 2025, documento que reúne os principais resultados operacionais, sociais e ambientais da companhia. Segundo a empresa, o estado ocupa posição central na estratégia de expansão energética e no desenvolvimento territorial sustentável conduzido pela companhia na região Norte.

Em 2025, a Eneva registrou geração bruta de 13.336 GWh de energia, crescimento de 20% em relação ao ano anterior, ampliando sua participação na estabilidade e confiabilidade da matriz elétrica brasileira. No Amazonas, a companhia também avançou na campanha sísmica da bacia sedimentar amazonense, dentro do plano de investimentos voltado à exploração responsável de recursos energéticos no estado.

A diretora-executiva de Sustentabilidade e Estratégia da Eneva, Flavia Heller, afirmou que o Amazonas tem papel fundamental na estratégia da companhia.

“O Amazonas é um território estratégico para a Eneva. À medida que avançamos em grandes projetos de infraestrutura energética, também fortalecemos iniciativas que geram oportunidades, ampliam a renda das famílias e contribuem para o desenvolvimento local, especialmente entre as mulheres”, destacou.

Programas sociais ampliam renda e autonomia feminina

Entre os principais projetos sociais citados no relatório está o programa Elas Empreendedoras, criado em 2020 para estimular geração de renda e autonomia econômica de mulheres em comunidades próximas aos empreendimentos da companhia.

Desde sua criação, o programa já beneficiou 633 mulheres e recebeu investimentos de R$ 4,7 milhões. Em Itapiranga, a renda média das participantes saltou de R$ 401, em 2021, para R$ 2.096 em 2025, crescimento de 422%.

A Eneva também mantém no Amazonas o Projeto Acolhe, realizado em parceria com o Instituto Natura e a Rede Accor, voltado à proteção de mulheres em situação de violência doméstica e sexual. A iniciativa oferece abrigo temporário, além de suporte psicológico e jurídico às vítimas.

Formação técnica e emprego local

Outro eixo destacado pela companhia é a qualificação profissional. Em parceria com o Centro de Educação Tecnológica do Amazonas (CETAM), a Eneva vem apoiando a formação de mão de obra técnica voltada ao setor energético.

Em 2025, 27 profissionais formados pelo CETAM passaram a integrar as equipes do Complexo Azulão 950, empreendimento atualmente em construção no Amazonas. Ao todo, 81 alunos concluíram a formação. A parceria incluiu ainda investimentos na modernização da infraestrutura do CETAM e bolsas equivalentes a um salário mínimo para reduzir a evasão escolar.

A companhia também mantém parceria com a ONG Visão Mundial para operação de um posto de referência voltado à busca de oportunidades de trabalho no estado.

A Eneva também mantém no Amazonas o Projeto Acolhe, realizado em parceria com o Instituto Natura e a Rede Accor - Foto: Divulgação

Bioeconomia e conservação ambiental

Na área de bioeconomia, o programa Raízes de Valor, desenvolvido em parceria com o Instituto Belterra, atende atualmente 93 agricultores familiares em 43 hectares de sistemas agroflorestais nos municípios de Silves e Itapiranga.

O projeto, reconhecido nacionalmente no concurso Florada Premiada 2024, contribuiu para elevar em 190% a renda média das famílias participantes nos últimos quatro anos — passando de R$ 579, em 2021, para R$ 1.680 em 2025.

Operações no Amazonas

A Eneva atua no Amazonas desde 2018, após a aquisição do Campo de Azulão. Atualmente, a companhia opera o Projeto Integrado Azulão-Jaguatirica, responsável pela produção, tratamento e liquefação de gás natural no Campo de Azulão, além do transporte do GNL até a UTE Jaguatirica II, em Boa Vista (RR).

A usina possui capacidade instalada de 126 MW e responde por cerca de 70% do consumo de energia elétrica de Roraima.

Outro empreendimento em andamento é o Complexo Azulão 950, formado pelas usinas Azulão I e Azulão II, que juntas terão capacidade instalada de 950 MW e serão conectadas ao Sistema Interligado Nacional. Segundo a companhia, o complexo terá potencial para abastecer o equivalente a cerca de 4 milhões de residências no país.

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