O diretor-presidente da Fundação Amazonprev, Evilázio Nascimento, divulgou nesta sexta-feira (6) uma nota de esclarecimento após a deflagração da operação “Sine Consensu”, da Polícia Federal, realizada nas dependências da instituição que administra a previdência dos servidores públicos do Amazonas.
Na manifestação, Evilázio afirma que não é alvo da investigação e que as apurações da PF recaem sobre três servidores suspeitos de irregularidades relacionadas a investimentos realizados pela fundação.
Segundo ele, as operações financeiras que estão sendo analisadas envolvendo o Banco Master e o C6 Bank teriam ocorrido em junho e agosto de 2024, período em que ainda não fazia parte da administração da Amazonprev.
Evilázio informou que assumiu a presidência da fundação apenas em maio de 2025, por meio de decreto do governador Wilson Lima (União Brasil).
“Na época em que as operações foram efetuadas eu ainda não fazia parte da gestão da Amazonprev. Portanto não há nenhuma fundamentação que possa me associar a tais investimentos”, afirmou.
O presidente da fundação também declarou que, ao tomar conhecimento das transações por meio de denúncia apresentada pelo Sindicato dos Trabalhadores da Justiça do Amazonas (Sintjam) ao Ministério Público do Amazonas (MPAM), em novembro de 2025, determinou a abertura de uma sindicância interna para apurar os fatos.

De acordo com a nota, servidores do setor de Operações Financeiras foram afastados imediatamente enquanto as apurações administrativas eram conduzidas.
A sindicância, segundo Evilázio, foi concluída em janeiro de 2026. O relatório da investigação interna está sendo encaminhado a órgãos de controle e fiscalização, entre eles o Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), o Ministério Público do Estado, o Tribunal de Contas do Estado (TCE-AM) e também aos conselheiros da própria fundação.
“Tenho total interesse de que esses fatos sejam bem esclarecidos e me coloco à disposição para o que for preciso a fim de que não restem dúvidas sobre meu não envolvimento, bem como do meu interesse na apuração de toda e qualquer irregularidade”, declarou.
A operação da Polícia Federal investiga aplicações financeiras realizadas com recursos da previdência estadual, que estariam sob suspeita de irregularidades e gestão temerária.
Até o momento, a PF não divulgou detalhes sobre eventuais valores envolvidos ou possíveis responsabilidades administrativas e criminais. As investigações continuam em andamento.
