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Ex-militar confessa atacou garoto autista em Manaus porque estava irritado

Veja o vídeo do homem agredindo um garoto. Ele disse que outros adolescentes haviam chutado o portão dele.

O ex-militar foi conduzido ao 18º DIP, onde confessou as agressões, prestou depoimento e foi liberado em seguida

Um ex-militar, cuja identidade foi preservada, foi filmado na manhã de quarta-feira (14),  agredindo um adolescente de 14 anos com Transtorno do Espectro Autista (TEA), no bairro Colônia Terra Nova, zona Norte. O jovem voltava da escola quando foi atacado. O caso foi registrado no 18º Distrito Integrado de Polícia (DIP), onde a ocorrência foi confirmada pelo delegado Fernando Damasceno Tabatinga.

As imagens de uma câmera de segurança flagraram o momento em que o agressor utilizou um pedaço de madeira para atacar o estudante, além de desferir socos e tapas, sem que a vítima oferecesse qualquer resistência.

Segundo o registro policial, a mãe do adolescente relatou que o filho estava retornando da escola por volta das 11h20 quando foi surpreendido pelo agressor. Em depoimento na delegacia, o ex-militar afirmou que frequentemente estudantes chutam o portão de sua casa nesse horário, motivo pelo qual decidiu armar uma emboscada com sua esposa e filho para flagrar os responsáveis.

O agressor, que alegou ser ex-militar, justificou sua atitude alegando que, diariamente, crianças estariam chutando o portão de sua casa entre 11h e meio-dia. Insatisfeito com a situação, o homem teria planejado uma emboscada, com a ajuda de sua esposa e filho, para flagrar os responsáveis. Durante a tentativa de emboscada, três crianças passaram e chutaram o portão, mas fugiram rapidamente. Pouco depois, o adolescente, que não tinha qualquer envolvimento com os incidentes anteriores, passou pelo local e o agressor, acreditando erroneamente que ele fosse um dos culpados, partiu para a agressão.

Uma mulher que presenciou a cena interveio ao perceber que se tratava de um adolescente com TEA. Ela protegeu o estudante, levou-o para casa e aguardou a chegada da polícia e dos familiares.

O ex-militar foi conduzido ao 18º DIP, onde confessou as agressões, prestou depoimento e foi liberado em seguida. O caso gerou revolta entre moradores e internautas, que pedem justiça e punição pelo ato de violência contra um menor vulnerável. A polícia segue com a investigação para definir as providências legais cabíveis.

VEJA O VÍDEO

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