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Ex-prefeito de Anamã é investigado por lavagem de dinheiro para o CV

Raimundo Chicó é suspeito de comandar um frigorífico que seria usado para lavagem de dinheiro da facção

Raimundo Chicó

O ex-prefeito de Anamã, Raimundo Chico, foi alvo de uma operação da Polícia Civil do Rio de Janeiro, nesta terça-feira (21/05), por associação ao Comando Vermelho e por participar da rota do tráfico que envia drogas do Amazonas para o Rio de Janeiro. De acordo com a Delegacia de Combate às Organizações Criminosas e à Lavagem de Dinheiro (DCOC-LD), 'Raimundo Chicó' está sendo investigado por lavagem de dinheiro para o tráfico de drogas. De acordo com a polícia, ele fugiu para Brasília horas antes do cumprimento do mandado de busca.

Nesta terça-feira (21), policiais civis cumprem cerca de 100 mandados de busca e apreensão contra pessoas e empresas acusadas de envolvimento com facções criminosas do Rio e do Amazonas. Os mandados estão sendo cumpridos também em Minas Gerais e no Pará.

Segundo a Polícia Civil, o objetivo da ação - chamada de Rota do Rio - é desmantelar estruturas operacionais e financeiras do Comando Vermelho e da facção CVAM, do Amazonas. Durante a ação, a polícia confiscou bens móveis e imóveis relacionados às atividades do tráfico.

No Amazonas, Raimundo Chicó, é suspeito de comandar um frigorífico que seria usado para lavagem de dinheiro da facção. Segundo a DCOC-LD, em dois anos, R$ 27 milhões foram movimentados.

Raimundo Chicó foi prefeito de Anamã duas vezes, uma pelo PCdoB, em 2012, e a outra pelo MDB, em 2016. No último pleito em que concorreu, teve sua candidatura cassada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por abuso de poder econômico.

Fuga

O ex-prefeito de Anamã fugiu para Brasília horas antes do cumprimento do mandado de busca, conforme a polícia. Durante a operação, na casa de Chicó, a polícia apreendeu uma quantia significativa de dinheiro em espécie, além de dois carros de luxo. Estes itens foram considerados provas importantes que reforçam as suspeitas de lavagem de dinheiro e envolvimento com o tráfico de drogas.

De acordo com o delegado-chefe do departamento de Combate ao Crime Organizado e Lavagem de Dinheiro, Gustavo Ribeiro, a fuga de Chicó foi bem calculada. “Ele fugiu horas antes da operação, em um voo com destino à capital federal”, afirmou o delegado. A suspeita é de que Chicó tenha recebido informações privilegiadas sobre a operação, o que possibilitou sua rápida evasão.

A possibilidade de vazamento de informações internas está sendo investigada pela polícia.


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