A greve dos rodoviários em Manaus entrou no terceiro dia nesta quarta-feira (22/7), mantendo impactos no transporte coletivo da capital. Apesar de uma decisão da Justiça que determinou a circulação de parte da frota, passageiros continuam enfrentando dificuldades para se deslocar, principalmente nos horários de maior movimento.
Segundo o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram), cerca de 80% dos ônibus estão em operação. A categoria, no entanto, afirma que a paralisação continuará enquanto não houver avanço nas negociações sobre o pagamento dos salários atrasados.
A liminar expedida pela Justiça do Trabalho determinou a manutenção de pelo menos 80% da frota em circulação nos horários de pico, das 6h às 9h e das 17h às 20h, e de 50% nos demais períodos. A decisão também prevê multa de R$ 120 mil por hora em caso de descumprimento.
O movimento foi iniciado pelo Sindicato dos Rodoviários, que alega atraso no pagamento dos salários dos trabalhadores. De acordo com o presidente da entidade, Givancir Oliveira, as empresas de transporte descumpriram os prazos estabelecidos para quitar os vencimentos da categoria.
Enquanto a paralisação prossegue, usuários do transporte coletivo relatam maior tempo de espera nos pontos de ônibus, veículos mais cheios e dificuldades para chegar ao trabalho, às escolas e aos demais compromissos.
Até o momento, não há confirmação de um acordo entre os rodoviários e as empresas de transporte que permita o encerramento da greve.