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Grupo chinês anuncia investimento de US$ 100 milhões em mineração no AM

Parte relevante dos recursos será destinada à modernização da estrutura operacional.

Foto: Rell Santos/PIM Amazônia

A Mineração Taboca vai investir US$ 100 milhões, cerca de R$ 530 milhões, na modernização das operações no Amazonas e pretende dobrar a capacidade produtiva até 2028. O plano foi apresentado nesta segunda-feira (21) pelo presidente-executivo da empresa, José Flávio Alves, durante reunião com o presidente da Federação das Indústrias do Amazonas (Fieam), Antônio Silva, em Manaus.

Os investimentos ocorrem após a entrada do grupo chinês CNMC (China Nonferrous Metal Mining Group) no controle da companhia, em abril de 2025, e marcam uma etapa de reorganização operacional da Mineração Taboca. Segundo Alves, a prioridade neste momento é elevar a eficiência e recuperar a competitividade da empresa.

“O que a gente está buscando agora é eficiência operacional para poder voltar à pujança que foi. Esses investimentos todos que a gente está fazendo, de 100 milhões de dólares, são basicamente para buscar mais competitividade.”, destacou Alves.

Parte relevante dos recursos será destinada à modernização da estrutura operacional. Entre as medidas já em andamento está a renovação da frota de caminhões utilizada pela empresa, que está substituindo veículos de 40 toneladas por modelos de 75 toneladas, equipados com tecnologia embarcada. Segundo o executivo, a tecnologia poderá permitir, no futuro, a operação autônoma dos veículos.

A nova etapa também preserva o peso da Mineração Taboca na geração de empregos no Estado. Atualmente, a empresa contabiliza cerca de 3 mil postos de trabalho diretos, sendo 1.450 empregados diretamente pela Taboca e outros 1.650 trabalhadores vinculados a empresas terceirizadas. Cerca de 95% da mão de obra reside no Amazonas.

A operação da companhia está concentrada atualmente em três produtos: estanho, nióbio e tântalo, mantendo uma cadeia que envolve mineração, beneficiamento e transformação metalúrgica. O estanho é fundido em São Paulo, enquanto a produção de nióbio e tântalo é processada em Porto Velho, segundo as informações apresentadas durante a reunião.

A produção tem forte inserção internacional. Conforme apresentado pelo executivo, cerca de 95% do mercado da companhia está concentrado na Ásia e na Europa, enquanto aproximadamente 5% é destinado ao mercado nacional. A cassiterita extraída em Pitinga é transportada por rodovia até Manaus e, posteriormente, segue por via marítima até Santos.

Além da modernização da frota, a empresa mantém uma estrutura logística voltada ao deslocamento de trabalhadores e ao funcionamento da operação. Na área de Pitinga, os trabalhadores atuam em regime de escala, permanecendo cerca de dez dias consecutivos na operação, com estrutura de alojamento, alimentação e transporte.

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