O deputado federal Hélio Lopes (PL-RJ) registrou a candidatura ao Senado por Roraima utilizando o nome de urna "Hélio Bolsonaro", apesar de, nas eleições de 2022, ter sido impedido pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) de concorrer com esse sobrenome. Na ocasião, a Corte entendeu que a identificação poderia induzir o eleitor a acreditar que o parlamentar possuía vínculo familiar com o então presidente Jair Bolsonaro, autorizando apenas o uso de seu nome completo.
Após transferir o domicílio eleitoral do Rio de Janeiro para Roraima, Hélio tenta conquistar uma das vagas ao Senado pelo estado, considerado um dos principais redutos do bolsonarismo no país. O deputado conta com o apoio da família Bolsonaro e apresenta como suplentes o contador Raimundo Silva, de 43 anos, e a cabeleireira Edjane Cardoso, de 42.
Na declaração de bens entregue à Justiça Eleitoral, Hélio informou possuir patrimônio de R$ 18 mil, correspondente a uma casa em Nova Iguaçu (RJ). O valor representa metade do patrimônio declarado nas eleições de 2022, quando informou possuir dois terrenos, avaliados em R$ 18 mil cada, no bairro Austin, também em Nova Iguaçu. Antes disso, nas disputas eleitorais de 2004, 2014, 2016 e 2018, o parlamentar havia declarado não possuir bens.
Natural de Queimados (RJ) e criado em Nova Iguaçu, Hélio Fernando Barbosa Lopes nasceu em 28 de março de 1969. Casado e pai de quatro filhos, trabalhou como servente de obras, jardineiro e office-boy antes de ingressar no Exército, onde permaneceu por 27 anos e chegou à graduação de sargento. Em 2018, foi eleito deputado federal pelo Rio de Janeiro com 345.234 votos, sendo o mais votado do estado. Em 2022, foi reeleito com 132.986 votos. Na Câmara dos Deputados, é alinhado ao ex-presidente Jair Bolsonaro e atua em defesa de pautas conservadoras, como o lema "Deus, Pátria, Família e Liberdade".