A taxa de desemprego no país caiu para 5,3% no trimestre móvel até agosto, uma redução de 0,3 ponto percentual frente aos três meses encerrados em maio (5,6%), conforme os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, divulgada nesta terça-feira (29) pelo IBGE.
A queda do desemprego ocorreu em meio ao avanço da ocupação. 774 mil pessoas ingressaram no mercado de trabalho entre junho e agosto, alta de 0,8%. Com isso, o número de pessoas ocupadas chegou a 103,5 milhões de trabalhadores, o maior já registrado para o período desde 2012, quando se inicia a série histórica. Em um ano, o avanço foi de 1%, com a entrada de 1,1 milhão pessoas no mercado de trabalho.
De acordo com o analista da pesquisa, William Kratochwill, o resultado foi puxado, principalmente, pelos grupamentos Indústria e Construção...
"Essa redução foi motivada pelo aumento da ocupação na indústria. Teve, depois de um longo período de estagnação ou queda, volta a crescer, acompanhado também do setor da construção, que na construção de edificações aumentou bastante o número de contratações. Esse crescimento, ele foi muito puxado pelo Sudeste, principalmente ali o estado de São Paulo."
O número de desalentados, pessoas que desistiram de procurar emprego, ficou em 2,4 milhões e permaneceu estável no período. Já a taxa de informalidade foi de 37,5% da população ocupada, o equivalente a 38,8 milhões de trabalhadores.
Com relação ao rendimento real habitual de todos os trabalhos, a média foi de R$ 3.777, com estabilidade no trimestre e crescimento de 3,7% no ano.
Ainda conforme a Pnad, o Brasil alcançou o maior número de trabalhadores contribuintes para institutos de previdência, 68,5 milhões de pessoas.