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Indígenas pedem criação de nova barreira de fiscalização em Barreirinha

O objetivo é reforçar a segurança territorial, prevenindo a entrada de bebidas alcoólicas, drogas e outras situações que possam colocar em risco a integridade das comunidades

Foto: Divulgação

Uma das maiores lideranças indígenas da região norte do país, Jecinaldo Sateré, atual coordenador do Distrito Sanitário Especial Indígena Parintins (DSEI PIN) manifestou apoio à implantação de uma barreira de vigilância e proteção da Terra Indígena Andirá-Marau, nas imediações da aldeia Praia Dourada, em Barreirinha, considerada a principal porta de entrada ao território indígena do povo Sateré-Mawé, na região do Rio Andirá. 

A iniciativa atende a uma reivindicação das lideranças indígenas e tem como objetivo reforçar a segurança territorial, prevenindo a entrada de bebidas alcoólicas, drogas e outras situações que possam colocar em risco a integridade das comunidades.

Jecinaldo Sateré, recebeu o Tuxaua-Geral Esmael, representante do povo Sateré-Mawé da região do Rio Andirá, e confirmou o apoio institucional à iniciativa. “Entre as contribuições estão o fornecimento de combustível, kits de medicamentos e equipamentos de apoio para o funcionamento da barreira”, postou em suas redes sociais. 

Segundo o coordenador, a proteção do território também está diretamente relacionada à saúde e ao bem-estar da população indígena.

A organização da barreira ficará sob responsabilidade das próprias lideranças indígenas, com a participação das comunidades, professores, agentes de saúde e demais parceiros. A mobilização ocorre após a descontinuidade da antiga barreira do distrito do Piraí, que contava com a coordenação do Governo do Estado do Amazonas, em parceria com a Prefeitura de Barreirinha e o DSEI Parintins.

Durante o encontro, o Tuxaua-Geral Esmael agradeceu o apoio recebido e destacou a importância da união entre as lideranças e instituições parceiras para garantir a segurança do território. A Prefeitura de Barreirinha também já manifestou interesse em contribuir com a iniciativa. A mobilização busca fortalecer a proteção territorial e assegurar um ambiente mais seguro para o povo Sateré-Mawé.

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