A influenciadora digital Gabriela Gadelha, que tem mais de 100 mil seguidores nas redes sociais, e seu namorado, identificado como “Perrone”, foram presos na noite desta quinta-feira (30/04), durante uma operação das Rondas Ostensivas Cândido Mariano (Rocam), em um centro de distribuição de drogas sintéticas instalado em uma vila de quitinetes no Conjunto Kíssia, bairro Dom Pedro, zona centro-oeste de Manaus. Um terceiro homem, apontado como revendedor do grupo, também foi preso. A matéria é do Portal Toda Hora.
Segundo o relatório da ocorrência, registrada no 19º Distrito Integrado de Polícia (DIP), as equipes da Rocam chegaram ao endereço após denúncias de moradores incomodados com o forte odor característico de substâncias químicas vindo do apartamento. Ao realizar a abordagem, os agentes constataram que o local funcionava como laboratório de armazenamento e fracionamento das drogas.
Em um dos cômodos, foram encontrados entorpecentes, balanças de precisão (incluindo uma disfarçada de chave de carro), seladora portátil para embalagem, máquinas de cartão e celulares.
Entre as substâncias apreendidas, os policiais destacaram a presença de ketamina (cetamina), anestésico que ganhou notoriedade no Amazonas após o caso Djidja Cardoso.


Drogas eram vendidas em raves
Segundo o capitão Faustino, da Rocam, o grupo mantinha uma estrutura planejada para o escoamento do material ilícito.
“O homem identificado como ‘Perrone’ utilizava o alcance da rede social da namorada para divulgar festas do tipo rave. A investigação aponta que esses eventos serviam como o principal ponto de escoamento das drogas. Gabriela exercia um papel estratégico ao usar sua visibilidade digital para atrair o público-alvo do esquema", contou o policial.
A investigação aponta que "Perrone" coordenava a distribuição, enquanto o terceiro envolvido estaria no local para adquirir entorpecentes para revenda. Apesar do flagrante, a influenciadora negou participação direta no crime durante a abordagem.
Os três suspeitos foram conduzidos ao 19º Distrito Integrado de Polícia (DIP), onde foram autuados por tráfico de entorpecentes e associação para o tráfico. Eles permanecem à disposição da Justiça e passarão por audiência de custódia para determinar se responderão ao processo em liberdade.