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Isael Munduruku propõe combate ao crime organizado com inteligência e prevenção

Medidas estão reunidas no Programa de Governo 2027–2030, que prevê estratégia de segurança adaptada às características territoriais do Amazonas

Foto: Divulgação

O candidato ao Governo do Amazonas Isael Munduruku apresenta uma proposta de segurança pública baseada no fortalecimento da investigação criminal, no uso integrado de inteligência, na prevenção da violência e na ampliação da presença do Estado nos territórios. As medidas estão reunidas no Programa de Governo 2027–2030, que propõe uma estratégia adaptada às características territoriais do Amazonas e voltada tanto ao enfrentamento da criminalidade organizada quanto à prevenção das diferentes formas de violência que atingem a população.

Na proposta apresentada por Isael Munduruku, a segurança pública deve combinar ações de investigação e repressão qualificada com políticas de prevenção e proteção social. O programa prevê a articulação entre segurança, saúde, assistência social, Justiça e educação, especialmente no enfrentamento da violência contra mulheres, crianças e jovens, além do fortalecimento da presença do Estado nas comunidades e nos municípios do interior.

Um dos eixos do programa é o combate ao crime organizado por meio da investigação de suas estruturas e fontes de financiamento. Entre as medidas previstas estão à integração da inteligência para enfrentar o tráfico de armas e drogas e os crimes relacionados às cadeias do ouro, da madeira e do pescado, além da lavagem de dinheiro. O documento também estabelece como prioridade a investigação de homicídios, feminicídios, desaparecimentos, violência sexual e crimes contra lideranças.

Segurança pública não pode significar apenas colocar mais policiais nas ruas depois que o crime acontece. Precisamos fortalecer a investigação, a inteligência e a prevenção, estar presentes nos territórios e enfrentar também as estruturas que financiam e organizam a criminalidade. O Estado precisa conhecer a realidade de cada região, proteger a população e garantir que os crimes sejam investigados com eficiência, sem abrir mão do respeito aos direitos”, afirmou.

A proposta prevê ainda a reorganização do policiamento comunitário, com metas de redução da violência e respeito aos direitos, além da implantação de câmeras corporais, com regras para acionamento, armazenamento e acesso às imagens. O programa também estabelece a publicação de dados sobre operações, letalidade, vitimização policial, abordagens e reclamações por território, como forma de ampliar a transparência e o acompanhamento das ações de segurança.

 

Outro eixo é a proteção de mulheres, crianças e jovens. O programa prevê uma rede regional de delegacias e equipes especializadas, casas de acolhimento para mulheres e filhos sob ameaça, patrulhas de proteção e monitoramento efetivo de medidas protetivas. Para jovens de áreas com elevados índices de violência, a proposta prevê o programa Juventude Viva Amazonas, reunindo ações de cultura, esporte, formação, trabalho e mediação comunitária.

No enfrentamento à criminalidade no interior, o programa considera as particularidades das fronteiras e das rotas fluviais do Amazonas. Entre as medidas estão o combate ao desaparecimento e ao tráfico de pessoas nessas áreas, além do fortalecimento da perícia e da capacidade investigativa da Polícia Civil nos municípios do interior.

A estratégia apresentada no Programa de Governo 2027–2030 busca, assim, integrar diferentes frentes de atuação do Estado, investigar melhor para desarticular organizações criminosas, prevenir a violência antes que ela aconteça e assim proteger as populações mais vulneráveis e ampliar a presença do poder público nos territórios.

Queremos uma polícia forte, preparada e valorizada, mas também uma polícia submetida ao controle, à transparência e à avaliação de resultados. Segurança pública se faz com investigação para combater a impunidade, prevenção para evitar que a violência aconteça e proteção para quem mais precisa. O nosso compromisso é fortalecer o Estado para enfrentar o crime e, ao mesmo tempo, garantir os direitos da população”, finalizou Munduruku.

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