A juíza do Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM) Anagali Marcon Bertazzo determinou, nesta quinta-feira (13), a suspensão de uma pesquisa realizada pelo Instituto Veritá por considerar que o levantamento apresenta irregularidade. A magistrada fixou multa diária de R$ 10 mil em caso de descumprimento da ordem. A suspensão valerá até o julgamento definitivo da representação. As informações são do site Amazonas Atual.
De acordo com o site, a pesquisa foi contestada pela coligação União pelo Amazonas, encabeçada pelo governador Roberto Cidade (União Brasil), que concorre à reeleição. No levantamento, ele aparece em terceiro lugar, atrás de Omar Aziz (PSD) e Maria do Carmo Seffair (PL).
Registrado sob o número AM-00886/2026, o levantamento mediu as intenções de voto para os cargos de governador e senador. Conforme o site da Justiça Eleitoral, o próprio instituto consta como contratante e responsável pelo pagamento da pesquisa, no valor de R$ 93.940.
De acordo com a decisão, uma das irregularidades está na identificação dos locais das entrevistas como “todos os bairros”. Em Apuí, no sul do estado, por exemplo, o instituto informou que entrevistou sete pessoas “em todos os bairros” do município, sem especificar os nomes dos bairros.
Segundo a juíza, a Resolução TSE nº 23.600/2019 determina que sejam delimitados os bairros abrangidos em cada cidade ou, na ausência dessa delimitação, que seja identificada, pelo menos, a área em que a pesquisa foi realizada.
A coligação também questionou os termos utilizados para identificar as faixas etárias e de renda dos entrevistados, mas a magistrada considerou esses critérios regulares.
“As opções ‘acima de 55 anos’, no item faixa etária, e ‘entre 2 e 5 salários mínimos’ e ‘abaixo de 2 salários mínimos’, no item renda familiar, constantes do questionário (…), estão de acordo com as informações complementares do plano amostral referente à faixa etária e renda familiar (…)”, diz trecho da decisão.