Ir para o conteúdo

Justiça mantém prisão preventiva de acusado de matar jovem palestino em Manaus

O crime aconteceu no dia 8 de fevereiro, após uma briga na saída de uma casa noturna localizada no conjunto Vieiralves

Bruno e Robson foram denunciados pelo Ministério Público pela morte de Mohammad - Fotos: Reprodução

A desembargadora Vânia Marques Marinho, do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), manteve nessa terça-feira (18/11) a prisão preventiva de Robson Silva Nava Júnior, acusado pelo homicídio de Mohamad Manasrah, 20, em Manaus.

Na decisão, magistrada afirmou que a defesa não comprovou ter levado ao juiz de primeira instância as questões apresentadas no pedido ao segundo grau. Segundo ela, é necessário que tais alegações sejam analisadas inicialmente pelo juízo responsável pelo processo.

“A impetrante não se desincumbiu do ônus de juntar aos autos comprovação de que a autoridade impetrada tenha sido previamente provocada acerca das matérias apresentadas neste writ, situação que tem o condão de ensejar indevida supressão de instância”, registrou.

Ao avaliar o andamento do caso, a desembargadora também destacou que Robson está foragido desde fevereiro deste ano, o que, segundo ela, justifica a manutenção da prisão preventiva.

Na decisão, Marinho lembrou que, ao proferir a sentença de pronúncia, o juiz apresentou elementos sobre a materialidade do crime, indícios de autoria e a fuga do acusado, fatores que, segundo a magistrada, reforçam a necessidade da custódia cautelar.

Entenda a acusação
Robson e Bruno da Silva Gomes foram denunciados pelo Ministério Público do Amazonas (MPAM) em 5 de março pela morte de Mohammad Manasrah e pela tentativa de homicídio contra seu irmão, Ismail Manasrah. A denúncia foi formulada com base na investigação conduzida pela Polícia Civil.

O crime ocorreu por volta das 2h, na Rua Rio Içá, em frente a uma casa noturna no bairro Nossa Senhora das Graças, zona centro-sul da capital. Conforme o MPAM, Mohammad morreu após ser ferido no pescoço com uma garrafa quebrada. Ismail também foi atingido no rosto e nas costas ao tentar ajudá-lo.

Na denúncia, o promotor de Justiça Marcelo Bitarães de Souza Barros afirma que o crime foi cometido por motivo fútil e mediante traição, circunstâncias que podem aumentar a pena em caso de condenação.

“Bruno e Robson, conscientemente e em comunhão de vontades, mediante golpes de arma branca (gargalo de garrafa), por motivo fútil e mediante traição, ceifaram a vida da vítima Mohamad Manasrah, bem como tentaram matar o ofendido Ismail Manasrah”, descreve o documento.

Saiba mais:

Acusados de matar jovem palestino em Manaus vão a júri popular
Eles são acusados de atacar Mohamad Manasrah e e o irmão dele com um gargalo de garrafa após uma discussão dentro de uma casa noturna
Publicidade Águas de Manaus
Publicidade BEMOL
Publicidade TCE
Publicidade ATEM
Publicidade Parintins
Publicidade UEA

Mais Recentes