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Líderes de facção são presos em Fortaleza por homicídios ocorridos em Manaus

“Catatau” foi o mandante do assassinato brutal de Sândalo Rebouças Marinho, que foi morto e decapitado em julho de 2022

Apontados como líderes de uma facção criminosa do Amazonas, Francimar Silva da Silva, 28, conhecido como “Catatau”, e Kedson Matias Pedrosa, 28, foram presos em Fortaleza, na última terça-feira (21/05). Eles são investigados por homicídios ocorridos em Manaus. As informações foram divulgadas em coletiva de imprensa nesta quinta-feira (23/05).

A prisão foi realizada por policiais civis da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), em conjunto com a Secretaria Executiva Adjunta de Inteligência (Seai) e apoio da Coordenadoria de Inteligência (Coin) do Ceará.

“Essa operação resultou na prisão de duas importantes lideranças de uma organização criminosa aqui no estado. Ambos eram alvos da DEHS por terem envolvimento em diversos homicídios aqui na cidade”, salientou o delegado Ricardo Cunha, titular da DEHS.

A autoridade policial informou que as investigações apontaram que “Catatau” foi o mandante do assassinato brutal de Sândalo Rebouças Marinho, que tinha 19 anos. A vítima foi decapitada no dia 31 de julho de 2022, no bairro Colônia Antônio Aleixo, zona leste. O alvo dos criminosos seria o irmão de Sândalo, suspeito da morte de Luciano da Silva Barbosa, 32, o ‘L7’ filho do narcotraficante ‘Zé Roberto da Compensa’ mas como não o encontraram, decidiram levar o jovem.

“Toda essa ação criminosa foi filmada. Após cinco dias do desaparecimento de Sândalo, os vídeos passaram a ser amplamente exibidos nas redes sociais, com o intuito de mostrar aos chefes o cumprimento da missão, bem como impor medo nos rivais”, explicou o delegado.

Outros homicídios

Kedson já estava sendo investigado pela participação em dois homicídios, inclusive, possuía mandado de prisão por. No entanto, está sendo averiguado o envolvimento dele em outros crimes na cidade.

Em 2014, ele executou uma pessoa em um posto de combustível no bairro Colônia Antônio Aleixo. Já em 2022, ao ser abordado por uma guarnição da Polícia Militar, ele reagiu e atingiu uma policial militar.

Trabalho integrado

O titular da Seai, delegado Divanilson Cavalcanti, enfatizou o trabalho integrado que levou a identificação de paradeiros dos infratores em Fortaleza.

“Estamos fazendo esse trabalho de identificação dos mandantes e executores, que por vezes estão foragidos em outros estados, como já tivemos prisões em Santa Catarina, Rio de Janeiro e agora no Ceará, além dos que estão aqui no Amazonas”, disse o secretário.

Cavalcanti ressaltou que isso faz parte do enfrentamento à criminalidade, especialmente no que tange a homicídios, para que os índices sejam diminuídos. “É importante frisar que 80% dos homicídios que ocorrem aqui no Amazonas estão relacionados a brigas por territórios de facções”, afirmou.

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