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Lula manda recado a Bolsonaro: "em vez de chorar, caia na realidade"

Após ex-presidente se tornar réu por tentativa de golpe, Lula fez primeira declaração sobre decisão unânime em julgamento

"É visível que o ex-presidente tentou dar um golpe no país"

Após Jair Bolsonaro (PL) se tornar réu por tentativa de golpe de Estado em decisão unânime pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), o presidente Lula se pronunciou sobre o julgamento e mandou um recado ao ex-presidente, que segue dizendo ser "inocente".

"Penso que, se ele for culpado, ele tem que se contentar com a punição. Isso vale para todos os 213 milhões de habitantes. Ao invés de chorar, caia na realidade e saiba que você cometeu um atentado contra a soberania desse país", destacou Lula. "É visível que o ex-presidente tentou dar um golpe no país, é visível por todas as provas que ele tentou contribuir para o meu assassinato, para o assassinato do vice-presidente, para o assassinato do ex-presidente da Justiça Eleitoral Brasileira e todo mundo sabe o que aconteceu nesse país."

A declaração ocorreu no Japão, onde Lula amplia relações econômicas entre os dois países, como mostra essa matéria da Fórum. Segundo o presidente, ao pedir anistia, Bolsonaro estaria assumindo culpa pela tentativa de golpe. "Ele deveria provar a inocência dele, porque ele não precisava pedir anistia. Prova que é inocente e vai ficar livre e acabou. Eu só espero, só espero que a Justiça faça justiça. Se nos autos do processo ele for inocente, que seja inocentado."

"Se ele for culpado, que seja punido. Não é o homem Bolsonaro que está sendo julgado, é um golpe de Estado que está sendo julgado. É a conduta desse cidadão que está sendo julgada", completou o presidente.

Assista

De acordo com a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR), Bolsonaro tinha conhecimento e acompanhou de perto a evolução do plano "Punhal Verde Amarelo", cujo objetivo seria assassinar o vice-presidente Geraldo Alckmin e o presidente Lula, além do ministro Alexandre de Moraes, que presidia o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na época. O ex-presidente também tinha pleno conhecimento da tentativa de golpe, como apontou o relatório apresentado em fevereiro deste ano.

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